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Ouvi uma frase no podcast do Joel Jota que ficou ecoando por dias na minha mente: “o mais conhecido vence o melhor”.

À primeira vista, essa frase pode parecer injusta, especialmente porque, fomos ensinados a acreditar que competência, entrega e qualidade são suficientes para abrir portas. Mas a grande verdade é que o mercado nem sempre escolhe apenas quem é tecnicamente melhor, na maioria das vezes, escolhe quem é mais lembrado, mais reconhecido e mais bem posicionado na mente das pessoas.

Isso acontece porque escolha depende de percepção. Um profissional pode ser excelente, ter formação, experiência, bons resultados e uma entrega consistente, mas se o mercado não sabe disso, se a sua imagem não comunica esse valor e se a sua presença não ocupa espaço na memória das pessoas, ele corre o risco de ser preterido por alguém que talvez entregue menos, mas é mais reconhecido.

A competência é indispensável, mas, sozinha, ela não constrói autoridade. Autoridade necessita que o mercado reconheça essa competência, associe seu nome a uma solução e confie em você antes mesmo da primeira conversa.

É por isso que marca pessoal é um ativo estratégico de negócios, é ela que tangibiliza a forma como o mercado cria uma percepção sobre você, é ela que faz uma pessoa lembrar do seu nome quando pensa em um problema, uma solução, uma área ou uma oportunidade. É a marca pessoal que ajuda alguém a dizer: “fala com ela”, “procura ele”, “essa pessoa entende disso”.

Exatamente por isso, que o mais conhecido vence o melhor, especialmente quando o melhor permanece invisível e sem expressão de marca.

Muitos profissionais excelentes têm capacidade, mas não têm presença, têm entrega, mas não têm narrativa, têm resultado, mas não sabem comunicar valor, têm repertório, mas aparecem como mais uma opção no mercado.

O grande problema está na ausência de posicionamento e na ausência de produção de conteúdo. Uma marca pessoal forte precisa fazer o mercado a entender quem é, o que representa, qual problema resolve, qual visão defende e por que sua entrega merece confiança.

Pense nos profissionais que você considera referência, provavelmente, eles não são lembrados apenas porque produzem conteúdo, eles são lembrados porque ocupam uma ideia na sua mente, você associa aquela pessoa a um tema, a um estilo, a uma forma de pensar, a um tipo de solução ou a um padrão de entrega. Essa associação é posicionamento.

O posicionamento é resultado de escolhas: o que comunicar, o que repetir, quais histórias contar, quais provas mostrar, quais ambientes ocupar e quais percepções reforçar.

No mercado atual, não basta ser competente e esperar que as oportunidades descubram você. Ser low profile pode até parecer elegante por um tempo, mas também pode custar caro quando impede o mercado de enxergar o seu valor.

Isso não significa transformar a vida inteira em conteúdo, também não significa performar uma autoridade que não existe, significa assumir a responsabilidade pela forma como o mercado percebe sua trajetória, sua entrega e sua visão.

Por isso, a questão já não seja apenas se você é melhor do que os seus concorrentes, mas se o mercado consegue perceber isso. Se o mais conhecido vence o melhor, o que você tem feito para ser lembrado pelo valor que realmente entrega?

Os artigos publicados são de responsabilidade dos colunistas e não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Total News

Foto de Letícia Ribeiro

Letícia Ribeiro

Estrategista de Crescimento de Negócios, fundadora e CEO da BPM Group, especialista em transformar negócios em marcas fortes, lucrativas e preparadas para escalar. Com sólida experiência em gestão, branding e estratégia de expansão, ajuda negócios a unirem estrutura, lucro e percepção de valor, através de métodos próprios como a Arquitetura de Autoridade e a Engrenagem Lucrativa. | @aleticiaribeiiro

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