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Número de trabalhadores com vínculos formais aumentou em 4,8 milhões entre janeiro de 2023 e junho de 2026; micro e pequenas empresas responderam por 77,9% do saldo de empregos entre 2023 e 2025

O mercado de trabalho brasileiro ganhou 4,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada entre janeiro de 2023 e junho de 2026, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O número de pessoas com carteira assinada passou de 43,4 milhões para 48,2 milhões no período. O avanço ocorre em meio à expansão dos pequenos negócios, que tiveram papel relevante na criação de empregos formais nos últimos anos.

De acordo com levantamento do Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), as micro e pequenas empresas (MPEs) responderam por 77,9% do saldo de empregos gerados entre 2023 e 2025.

O resultado coloca os pequenos negócios entre os principais responsáveis pela abertura de novas oportunidades no mercado formal de trabalho.

Serviços lideram geração de empregos

Entre as micro e pequenas empresas, o setor de Serviços foi o que mais criou postos de trabalho entre 2023 e 2025, com 1,7 milhão de novas vagas.

Na sequência aparecem o Comércio, com 790 mil empregos; a Construção, com 482 mil; e a Indústria de Transformação, responsável pela geração de 304 mil postos.

A Agropecuária registrou 53 mil novos empregos no período.

A distribuição mostra a importância dos pequenos negócios em atividades que concentram grande quantidade de trabalhadores e têm presença em diferentes regiões do país.

Segundo o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o desempenho das micro e pequenas empresas está diretamente relacionado ao comportamento da economia e à geração de renda.

“As micro e pequenas empresas são os grandes motores da inclusão e da geração de emprego e de renda do nosso país”.

Soares também afirmou que o Sebrae tem ampliado sua estrutura de atendimento aos empreendedores. Segundo ele, a entidade realizou 65 milhões de atendimentos em 2025 e já contabilizava quase 33 milhões neste ano.

Empregos formais cresceram 19,1%

Os dados da RAIS mostram que o avanço não se restringiu aos trabalhadores com carteira assinada no setor privado.

Os vínculos de agentes públicos, incluindo servidores estatutários e trabalhadores contratados por tempo determinado ou para cargos exclusivamente em comissão, passaram de 9,3 milhões para 14,3 milhões no período analisado.

Também foram registrados 429.010 empregos em outras modalidades de vínculo, que incluem trabalhadores avulsos portuários e não portuários e dirigentes sindicais.

Considerando os diferentes tipos de vínculos contabilizados pela RAIS, o país registrou 10,1 milhões de empregos formais a mais em pouco mais de três anos, segundo os dados apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O crescimento corresponde a 19,1% no período.

Pequenos negócios têm peso no mercado de trabalho

A participação das micro e pequenas empresas na geração de empregos ajuda a explicar a expansão do mercado formal brasileiro nos últimos anos.

Com atuação concentrada em setores como Serviços, Comércio e Construção, os pequenos negócios representam uma parcela significativa das empresas que contratam trabalhadores e movimentam a economia local.

Para além da criação das vagas, a formalização representa para o trabalhador acesso a direitos previstos na legislação trabalhista e à proteção vinculada ao emprego formal.

Os números da RAIS e do Caged, porém, utilizam metodologias e períodos diferentes. Enquanto a RAIS reúne informações sobre vínculos formais de trabalho, o Caged acompanha admissões e desligamentos para calcular o saldo de empregos formais.

Ainda assim, os indicadores apontam para uma expansão do mercado formal e para a participação expressiva das micro e pequenas empresas nesse processo.

Com informações da Agência Sebrae

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