Das 54 cadeiras que estarão em disputa em outubro, 13 senadores não concorrem a nenhum cargo e outros nove participam da eleição por vagas diferentes; 32 tentam a reeleição
As eleições de 2026 vão provocar uma mudança significativa na composição do Senado a partir de 2027. Das 54 cadeiras que estarão em disputa, o equivalente a dois terços das 81 vagas da Casa, pelo menos 22 dos atuais ocupantes não permanecerão como titulares dessas cadeiras no próximo mandato.
Segundo levantamento da Agência Senado, 13 senadores não disputarão nenhum cargo nas eleições de outubro e, por isso, já têm a saída da Casa definida. Outros nove participarão do processo eleitoral, mas não concorrem à titularidade do Senado. Os 32 restantes buscam a reeleição.
O número de mudanças, no entanto, ainda pode aumentar. Isso porque os 32 senadores que tentam renovar o mandato dependem do resultado das urnas para permanecer na Casa.
Treze senadores já têm saída definida
Entre os 13 senadores que não concorrerão a nenhum cargo em 2026, nove são titulares e quatro exercem o mandato como suplentes.
A saída ocorre em um cenário de renovação expressiva do Senado. Como 54 das 81 cadeiras serão submetidas ao voto neste ano, os eleitores escolherão dois senadores em cada um dos 27 estados e no Distrito Federal.
Na prática, a eleição poderá alterar pelo menos dois terços da composição da Casa, embora parte dos atuais senadores possa permanecer caso consiga conquistar novamente uma das vagas.
Senadores disputam outros cargos
Além dos 13 que não participarão da disputa, outros nove senadores estarão nas urnas, mas não tentarão um novo mandato como titulares do Senado.
Entre eles está Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que concorre à Presidência da República. Marcos Rogério (PL-RO) disputa o governo de Rondônia.
Também estão na disputa por vagas na Câmara dos Deputados Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR). Já Mara Gabrilli (PSD-SP) concorre a uma vaga de deputada estadual.
Outros quatro senadores aparecem nas eleições como candidatos a primeiro suplente de chapas que disputam vagas ao Senado.
A senadora Dra. Eudocia (PSDB-AL), que já exerce o mandato como primeira suplente, concorre novamente nessa condição, desta vez na chapa de Marina JHC (PSDB-AL).
Também disputam como primeiros suplentes três atuais titulares: Nelsinho Trad (PSD-MS), na chapa de Reinaldo Azambuja; Jader Barbalho (MDB-PA), na chapa de seu filho, Helder Barbalho; e Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley.
Sete ocupantes são suplentes
Das 54 cadeiras que serão disputadas, sete são atualmente ocupadas por suplentes.
Além de Dra. Eudocia, estão nessa situação Sargento Reginauro (PSDB-CE), suplente de Eduardo Girão (Novo-CE); Fernando Dueire (PSD-PE), que ocupa a vaga deixada por Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), após renúncia; Carlos Portinho (PL-RJ), suplente de Arolde de Oliveira, que morreu; Roberta Acioly (Republicanos-RR), suplente de Mecias de Jesus; Ivete da Silveira (MDB-SC), que ocupa a vaga de Jorginho Mello; e Giordano (Podemos-SP), que assumiu a cadeira de Major Olímpio após a morte do titular.
A situação desses suplentes também varia. Quatro não concorrem a nenhum cargo, dois disputam outras posições nas eleições e Carlos Portinho tenta permanecer no Senado por meio da reeleição.
Sargento Reginauro, por exemplo, participa da eleição como candidato a vice-presidente da República, na chapa encabeçada por Romeu Zema.
Três estados terão duas cadeiras completamente renovadas
A renovação será ainda mais evidente em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Os três estados terão novas pessoas ocupando as duas cadeiras que estarão em disputa em cada unidade federativa.
No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores que atualmente ocupam as vagas em disputa não são candidatos.
Em São Paulo, Giordano não participa da eleição, enquanto Mara Gabrilli concorre ao cargo de deputada estadual. Com isso, nenhum dos atuais ocupantes das duas cadeiras paulistas em disputa permanecerá como titular a partir de 2027.
Como funciona a renovação do Senado
O Senado Federal é formado por 81 senadores, sendo três representantes de cada estado e do Distrito Federal. Diferentemente da Câmara dos Deputados, em que toda a composição é renovada a cada quatro anos, o mandato de senador dura oito anos e a renovação ocorre de forma alternada.
Em uma eleição, um terço das cadeiras é disputado; na seguinte, dois terços. Em 2026, portanto, os eleitores escolherão dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, totalizando 54 vagas.
Com informações e imagem da Agência Senado




















