Ministro do STF permitiu o acesso a informações obtidas pela Polícia Civil de São Paulo em operação contra a produtora
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (24) que a Polícia Federal (PF) tenha acesso aos dados de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo que envolve a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão foi tomada após pedido da PF para acessar informações obtidas durante uma operação realizada em junho pela Polícia Civil de São Paulo. A ação apura suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos relacionados a contratos da produtora com a Prefeitura de São Paulo.
O caso também envolve o envio de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora. Os repasses, no valor de R$ 2 milhões, foram feitos por meio de emendas do deputado federal Mario Frias (PL-SP).
Os valores vieram à tona depois que Dino se tornou relator do inquérito que apura um possível desvio de finalidade na destinação dos recursos ao instituto. O caso chegou ao STF por meio de uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
Investigação sobre o filme
A produção de Dark Horse passou a ser alvo de investigações depois que o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações do filme.
A conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro ocorreu em novembro do ano passado. Após a divulgação, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e afirmou que os recursos eram privados.
Em julho, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a PF a investigar o financiamento do filme. Em outra frente, Dino autorizou a PF a investigar um possível repasse de emendas parlamentares a empresas vinculadas à produtora.
Com a nova decisão, a PF poderá acessar as informações reunidas pela Polícia Civil de São Paulo durante a operação contra Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment. Os dados poderão ser utilizados nas investigações que tramitam no Supremo.
*Com informações: Agência Brasil e CNN




















