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Existe uma diferença importante entre simplesmente anunciar e construir presença de marca.

Ao longo da minha atuação no mercado, percebi que empresas que tratam mídia apenas como exposição tendem a perder parte do potencial estratégico do investimento. A comunicação se torna muito mais eficiente quando passa a ser pensada a partir do comportamento do consumidor e dos objetivos do negócio.

A decisão de compra raramente acontece de forma isolada.

Antes de escolher uma empresa, o consumidor já foi impactado por diferentes estímulos, reconheceu marcas, criou referências e estabeleceu níveis de confiança.

É nesse processo que a mídia exterior exerce uma função relevante.

O OOH ocupa o cotidiano. Está nos trajetos, nas avenidas, nos deslocamentos e nos ambientes onde as pessoas vivem suas rotinas. Quando uma marca aparece de forma consistente e em contextos adequados, ela começa a construir reconhecimento.

E reconhecimento tem valor.

No momento da decisão, existe uma diferença significativa entre uma empresa desconhecida e uma marca que já faz parte do repertório do consumidor.

Mas isso exige estratégia.

Um ponto de mídia não deve ser escolhido apenas pelo fluxo. É necessário analisar quem circula naquela região, o perfil desse público, o momento em que a mensagem será recebida e a relação daquele local com o objetivo da campanha.

Da mesma forma, quantidade de placas não deve ser confundida com eficiência.

Uma boa estratégia de OOH combina localização, frequência, criatividade e posicionamento. Quando esses elementos estão alinhados, a comunicação deixa de ser apenas visível e passa a ser relevante.

Outro movimento que considero fundamental é a integração entre mídia exterior e ambiente digital.

Hoje, a jornada é híbrida.

O consumidor pode visualizar uma campanha na rua, pesquisar a empresa minutos depois, acessar suas redes sociais, comparar opções e entrar em contato.

Por isso, não faz mais sentido discutir OOH e digital como estratégias concorrentes. As marcas mais bem posicionadas são justamente aquelas que entendem o papel de cada ponto de contato.

É também por esse motivo que, quando analiso uma campanha, a pergunta não é apenas “onde vamos anunciar?”.

A pergunta correta é: qual papel essa mídia precisa cumprir dentro da estratégia da marca?

Gerar reconhecimento? Fortalecer posicionamento? Apoiar uma expansão? Aproximar o consumidor de uma unidade? Reforçar uma campanha comercial?

Quando essa resposta está clara, a mídia deixa de ser custo de exposição e passa a ser investimento estratégico.

No mercado atual, aparecer continua sendo importante. Mas aparecer sem propósito já não é suficiente.

As marcas que conseguem transformar presença em resultado são aquelas que entendem que mídia, posicionamento e estratégia comercial precisam caminhar na mesma direção.

E é exatamente nessa interseção que surgem as melhores oportunidades de crescimento.

Os artigos publicados são de responsabilidade dos colunistas e não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Total News

Foto de Ingrid Lucena

Ingrid Lucena

Publicitária, especialista em Marketing e Vendas pela Uniderp e MBA em Gestão, Inovação e Liderança pelo Insted. Atualmente pós-graduanda em Gestão Estratégica de Negócios. Com mais de 15 anos de experiência no mercado de mídia Out of Home (OOH), atua na gestão comercial do Grupo Total, desenvolvendo estratégias de posicionamento de marcas, expansão de negócios e soluções em mídia exterior.