Nova temporada 2026/2027 começa em outubro com mais de 831 mil leitos e 675 escalas
A temporada de cruzeiros marítimos movimentou R$ 4,28 bilhões na economia brasileira entre outubro de 2025 e abril de 2026, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a CLIA Brasil. O setor também esteve associado à geração de mais de 64,5 mil postos de trabalho e a R$ 166,3 milhões em tributos.
O novo ciclo começa em outubro e chega com uma oferta maior de leitos. Para a temporada 2026/2027, estão previstos oito navios, 187 roteiros e 675 escalas, com mais de 831 mil leitos, número 24% superior ao registrado na temporada anterior.
Do total movimentado no último ciclo, cerca de R$ 2,28 bilhões corresponderam aos gastos das armadoras com operação e logística. Outros R$ 2 bilhões foram gastos por passageiros e tripulantes nas cidades de embarque, desembarque e trânsito.
O resultado mostra o peso da atividade para a economia ligada ao turismo, especialmente nos municípios que recebem os navios e concentram serviços de hospedagem, alimentação, transporte, comércio e passeios.
Nova temporada
A temporada 2026/2027 começa em outubro e terá operações em diferentes portos brasileiros. Na Bahia, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) estima cerca de 179 mil passageiros nos portos de Salvador e Ilhéus.
Em Salvador, a primeira escala está prevista para 7 de outubro, com a chegada do World Odyssey. Em Ilhéus, o início da programação está marcado para 10 de novembro, com o AIDAsol.
No Porto de Santos, a primeira atracação está prevista para 20 de outubro, com o Buenavista, da Corazul Cruzeiros. A programação no litoral paulista seguirá até 4 de abril de 2027, com 146 escalas de dez embarcações de sete companhias.
A expectativa da Prefeitura de Santos é movimentar cerca de 785 mil pessoas, entre passageiros e tripulantes, durante os 92 dias de operação.
R$ 4,28 bilhões na temporada anterior
O impacto econômico registrado na temporada 2025/2026 foi calculado a partir da movimentação gerada pelos cruzeiros de cabotagem.
No período, sete navios operaram no país e transportaram 602.864 cruzeiristas embarcados, uma redução de aproximadamente 28% em relação ao ciclo anterior.
Mesmo com a queda no número de passageiros, os gastos associados à atividade chegaram a R$ 4,28 bilhões. A maior parte, R$ 2,28 bilhões, foi relacionada às despesas das armadoras com operação e logística.
Já passageiros e tripulantes responderam por aproximadamente R$ 2 bilhões em gastos nas cidades brasileiras incluídas nos roteiros.
Além do impacto financeiro direto, o setor esteve associado a mais de 64,5 mil postos de trabalho e gerou R$ 166,3 milhões em tributos.
Navios internacionais
O Brasil também recebeu 21 navios de roteiros internacionais durante a temporada passada. Essas embarcações fizeram escalas em 35 destinos brasileiros e registraram 293.596 visitas de passageiros e 139.108 de tripulantes.
Para 2026/2027, a expectativa é de ampliação da oferta de leitos, que deve superar 831 mil, mantendo os cruzeiros como uma das atividades de maior movimentação dentro do turismo marítimo no país.
Com informações e imagem do Governo Federal



















