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Levantamento em 35 postos aponta variações entre estabelecimentos e mostra que escolha do local pode representar economia de até R$ 47 no abastecimento de 50 litros

Abastecer o carro em Campo Grande pode pesar mais ou menos no bolso dependendo do posto escolhido. Pesquisa do Procon-MS realizada entre os dias 8 e 10 de setembro encontrou diferenças de preços entre estabelecimentos de diferentes regiões da cidade e variações que chegam a 15,04% entre o menor e o maior valor para um mesmo combustível e forma de pagamento.

O levantamento avaliou cinco tipos de combustíveis: gasolina comum, etanol comum, etanol aditivado, diesel S500 comum e diesel S10 comum, em 35 postos da capital. A pesquisa também considerou diferentes formas de pagamento e calculou quanto o consumidor poderia economizar ao abastecer 50 litros no estabelecimento com o menor preço.

Entre os produtos pesquisados, o diesel S500 apresentou uma das maiores diferenças encontradas. Na região do Imbirussu, o preço no pagamento em dinheiro ou débito variou 11,84%, enquanto no crédito a diferença chegou a 15,04%. Nesse caso, a economia para quem abastecesse 50 litros pelo menor preço poderia chegar a R$ 37 no pagamento em dinheiro ou débito e a R$ 47 no cartão de crédito.

O diesel S10 também apresentou diferenças significativas. Na região do Segredo, a variação chegou a 12,33% para pagamento em dinheiro ou débito. O preço máximo registrado foi de R$ 7,29 por litro, enquanto o menor ficou em R$ 6,49. No crédito, a diferença foi de 8,97%, com valores entre R$ 6,69 e R$ 7,29.

Gasolina também tem diferença entre os postos

A gasolina comum apresentou diferenças menores que as observadas nos combustíveis diesel, mas ainda suficientes para alterar o valor final do abastecimento.

Na região do Imbirussu, por exemplo, o preço da gasolina comum no pagamento em dinheiro ou débito variou 5,10%. Os valores encontrados foram de R$ 6,27 a R$ 6,59 por litro. No crédito, a variação chegou a 9,89%, com preços entre R$ 6,27 e R$ 6,89.

No Anhanduizinho, a gasolina comum apresentou variação de 3,23% tanto no pagamento em dinheiro ou débito quanto no crédito. Os preços registrados ficaram entre R$ 6,19 e R$ 6,39 no dinheiro ou débito. No cartão, foram encontrados valores de R$ 6,19 a R$ 6,39.

Na região central, a diferença foi de 2,61% no pagamento em dinheiro ou débito e de 3,34% no crédito. O menor valor encontrado foi de R$ 6,13 no dinheiro ou débito, enquanto o maior chegou a R$ 6,29. No crédito, os preços oscilaram entre R$ 6,28 e R$ 6,49.

Etanol chega a 13,55% de diferença

Para quem utiliza etanol, a pesquisa também encontrou diferenças expressivas. No Anhanduizinho, o etanol comum apresentou variação de 8,13% no pagamento em dinheiro ou débito e de 13,55% no crédito.

No dinheiro ou débito, os preços ficaram entre R$ 3,69 e R$ 3,99 por litro. No crédito, a diferença foi ainda maior, com valores de R$ 3,69 a R$ 4,19. Em um abastecimento de 50 litros, a escolha pelo menor preço poderia representar uma economia de R$ 25 no pagamento com cartão.

Na região central, o etanol comum variou 3,84% no pagamento em dinheiro ou débito e 6,40% no crédito. O levantamento encontrou preços entre R$ 3,65 e R$ 3,79 no primeiro caso e de R$ 3,75 a R$ 3,99 no segundo.

Diesel S10 passa de R$ 7 em diferentes regiões

O diesel S10 aparece entre os combustíveis com preços mais altos da pesquisa. Na região do Imbirussu, os valores no pagamento em dinheiro ou débito ficaram entre R$ 6,65 e R$ 7,09, uma diferença de 6,62%. No crédito, os preços variaram de R$ 6,65 a R$ 7,29, com diferença de 9,62%.

Na região do Segredo, o levantamento encontrou valores ainda mais elevados, chegando a R$ 7,29 por litro. A diferença entre o maior e o menor preço foi de 12,33% no pagamento em dinheiro ou débito e de 8,97% no crédito.

GNV tem menor oferta na pesquisa

O GNV foi um dos produtos com menor presença entre os estabelecimentos pesquisados. A planilha registra postos que não comercializavam o combustível, identificados pela letra “X”. O Procon-MS explica que a marcação significa que o estabelecimento não possui o produto.

Na região central, por exemplo, o GNV foi encontrado a R$ 4,29 e R$ 4,79, dependendo do posto, resultando em variação de 11,66%. Para 50 litros, a diferença poderia representar economia de R$ 25.

Pesquisa serve como referência para o consumidor

O levantamento mostra que pesquisar antes de abastecer pode fazer diferença, principalmente para motoristas que enchem o tanque com frequência. A própria pesquisa apresenta uma estimativa de economia considerando um abastecimento de 50 litros pelo menor preço encontrado em cada região.

Além dos valores, o levantamento identifica os estabelecimentos pesquisados e seus endereços, permitindo ao consumidor comparar os preços de acordo com a região onde costuma abastecer. A pesquisa inclui postos das regiões do Anhanduizinho, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo.

Os preços, porém, não são permanentes. O documento ressalta que os valores estão sujeitos a alterações em razão da demanda. Por isso, a pesquisa deve ser utilizada como referência, e o preço informado na bomba no momento do abastecimento é o que efetivamente será pago.

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