Moeda norte-americana cai pelo terceiro pregão consecutivo e acumula desvalorização de 8,56% em 2026
O dólar comercial fechou em queda nesta terça-feira (20), cotado a R$ 5,019, após recuar 0,58% no dia. Foi o terceiro pregão consecutivo de baixa da moeda norte-americana frente ao real. O movimento foi influenciado pelo enfraquecimento do dólar no mercado internacional, pela entrada de investimentos estrangeiros no Brasil e pelas expectativas em torno da disputa presidencial.
A redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a divulgação de dados mais fracos do setor imobiliário norte-americano também contribuíram para o recuo. No exterior, a queda do petróleo ajudou a melhorar o apetite dos investidores por ativos de maior risco.
Com o resultado desta terça-feira, o dólar acumula queda de 3,02% em outubro e de 8,56% desde o início de 2026. Durante a sessão, a cotação chegou a se aproximar de R$ 5.
Juros nos Estados Unidos influenciam o câmbio
O enfraquecimento da moeda norte-americana também foi observado no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuava cerca de 0,26% no fim da tarde.
Entre os fatores que contribuíram para o movimento estão os dados mais fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos e as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do país.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como Treasuries, também recuaram. Quando esses retornos diminuem, investimentos em outros mercados podem se tornar relativamente mais atrativos, o que favorece a transferência de recursos para economias emergentes, como o Brasil.
No mercado doméstico, a entrada de capital estrangeiro na Bolsa ajudou a sustentar o real. A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais também mantém os investidores atentos às perspectivas para a economia e à condução da política econômica no próximo governo.
Petróleo recua no mercado internacional
O petróleo Brent, referência para as negociações internacionais, fechou em queda de 0,69%, cotado a US$ 108,79 por barril.
A desvalorização ocorreu em meio a notícias sobre possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo relacionado ao conflito no Oriente Médio. A perspectiva de redução das tensões diminuiu parte da pressão sobre os preços da commodity.
O petróleo tem influência sobre os custos de energia e transporte e, consequentemente, sobre a inflação em diferentes países. Uma queda sustentada dos preços pode aliviar essas pressões e afetar as decisões dos bancos centrais sobre as taxas de juros.
Bolsa brasileira sobe 1,57%
Enquanto o dólar recuou, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão aos 208.295,98 pontos, com alta de 1,57%.
Durante a tarde, o indicador chegou a 208.941,57 pontos, máxima que representou avanço de 1,88% em relação ao fechamento anterior. O resultado levou o índice ao maior nível desde 9 de outubro.
A valorização foi favorecida pelo ingresso de recursos estrangeiros e pelo avanço de ações de empresas sensíveis às expectativas sobre os juros e a atividade econômica.
A perspectiva de condições financeiras mais favoráveis pode beneficiar empresas que dependem de crédito e do consumo das famílias. Juros menores tendem a reduzir os custos de financiamento e podem estimular a atividade econômica, embora os efeitos variem conforme o setor e a situação de cada companhia.
Números do mercado nesta terça-feira (20)
- Dólar comercial: R$ 5,019, com queda de 0,58%;
- Dólar em outubro: recuo de 3,02%;
- Dólar em 2026: queda acumulada de 8,56%;
- Ibovespa: 208.295,98 pontos, com alta de 1,57%;
- Petróleo Brent: US$ 108,79 por barril, com queda de 0,69%.
Com informações da Agência Brasil e imagem Agência Brasil

















