Carregando…

Compartilhe

Operação cumpre dez mandados de busca em quatro cidades; investigação apura esquema na Penitenciária Estadual de Dourados desde 2024

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou nesta quarta-feira (21) a Operação Colete de Troia para investigar a participação de policiais penais em um suposto esquema de entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED). O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpre dez mandados de busca e apreensão em três municípios sul-mato-grossenses e uma cidade do Paraná.

As diligências ocorrem em Dourados, Ivinhema e Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul, e em Paranavaí, no Paraná. Segundo o MPMS, as investigações começaram em meados de 2024 e apuram a atuação de servidores públicos que teriam usado as funções para facilitar a entrada de produtos proibidos na unidade prisional.

De acordo com o Ministério Público, os suspeitos agiriam em conjunto com presos e pessoas de fora do sistema penitenciário para introduzir os materiais no presídio. Entre os métodos investigados está o uso de drones para transportar produtos ilícitos.

A suspeita é de que os itens fossem distribuídos, comercializados ou consumidos dentro da penitenciária. O órgão não detalhou quais materiais foram apreendidos durante as diligências desta quarta-feira nem informou, até o momento, se houve prisões.

Operação tem apoio de forças de segurança

A ação é coordenada pelo Gaeco e conta com apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Choque, do Comando de Operações Penitenciárias (Cope), da Gerência de Inteligência Penitenciária e da Corregedoria da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

O Gaeco do Paraná também participa da operação. Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS), acompanhou diligências realizadas na residência de uma advogada.

A presença do representante da OAB-MS, segundo o Ministério Público, ocorreu durante o cumprimento de mandados no endereço da profissional. O órgão não divulgou detalhes sobre a eventual participação dela no esquema investigado.

Por que o nome Colete de Troia?

O nome da operação faz referência ao Cavalo de Troia, episódio da mitologia grega em que soldados teriam usado uma estrutura de madeira para entrar na cidade inimiga e abrir seus portões por dentro.

Segundo o MPMS, a escolha simboliza a suspeita de que policiais penais teriam usado a confiança e as atribuições do cargo para facilitar a entrada de materiais ilícitos no presídio. A função, destinada à segurança e à fiscalização do ambiente prisional, teria sido utilizada, conforme a linha de investigação, para favorecer atividades criminosas.

A apuração busca esclarecer a participação de cada investigado e as circunstâncias da suposta entrada de produtos proibidos na Penitenciária Estadual de Dourados. Os alvos são investigados, e eventuais responsabilidades deverão ser estabelecidas no decorrer da investigação e do processo legal.

Com informações e imagem do Ministério Público

Os comentários a seguir não representam a opinião do Portal Total News

Deixe um comentário