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Ashwagandha não tem ingredientes autorizados para uso em suplementos no Brasil; agência proíbe fabricação, venda e consumo do produto no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para os riscos do consumo de ashwagandha, suplemento alimentar que ganhou popularidade nas redes sociais por prometer relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa. Segundo a agência, o produto não tem ingredientes autorizados para uso em suplementos alimentares no Brasil, e sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país.

O alerta foi divulgado nesta quarta-feira (21), após a repercussão do caso de uma britânica que teria sofrido falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após consumir a substância. A ashwagandha é uma planta de origem asiática promovida na internet por supostos benefícios para o bem-estar.

A Anvisa ressalta que o ingrediente não integra a lista de substâncias autorizadas para uso em suplementos alimentares no território nacional. Por isso, produtos que contenham a planta não podem ser fabricados, vendidos ou distribuídos legalmente no Brasil.

A popularização de suplementos nas redes sociais exige atenção dos consumidores, especialmente quando as publicações atribuem aos produtos benefícios para a saúde sem comprovação adequada. Promessas de relaxamento, melhora do sono ou alívio de sintomas não garantem que uma substância seja segura ou adequada para todas as pessoas.

Suplementos não podem prometer cura

A Anvisa destaca que suplementos alimentares têm a finalidade de complementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. Eles podem ser apresentados em cápsulas, comprimidos, pós, barras e outras formas de consumo oral.

Pelas regras sanitárias brasileiras, esses produtos devem conter ingredientes autorizados pela agência. Também não podem ser anunciados como produtos destinados a curar, tratar ou prevenir doenças.

A necessidade de suplementação deve ser avaliada individualmente, considerando fatores como condições de saúde, alimentação e prática de atividade física. Quando houver indicação, um profissional de saúde qualificado deve orientar sobre o tipo de produto, a quantidade e a forma de consumo.

Produtos irregulares oferecem riscos

Segundo a agência, boa parte dos riscos relacionados ao consumo de suplementos está associada a produtos irregulares, que podem conter substâncias não avaliadas pelas autoridades sanitárias ou apresentar falhas nas condições de fabricação.

Os perigos, porém, não se limitam a produtos clandestinos. Mesmo suplementos regularizados podem provocar efeitos prejudiciais quando utilizados de maneira inadequada ou em quantidades incompatíveis com as necessidades individuais.

Por isso, a Anvisa recomenda observar as informações do rótulo, incluindo dosagem, advertências e restrições de uso. A divulgação de um produto por influenciadores ou sua popularidade nas redes sociais não substituem a avaliação de segurança feita pelos órgãos reguladores.

O alerta sobre a ashwagandha reforça a orientação para que consumidores não utilizem suplementos sem verificar se seus ingredientes são autorizados no Brasil e se há indicação adequada para o consumo.

Foto: Magnific

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