Previsão aponta chuva intensa e ventos de até 80 km/h no domingo (25), durante o segundo turno
Mato Grosso do Sul deve enfrentar um fim de semana de instabilidade climática, com previsão de chuva intensa e ventos de até 80 km/h no sábado (24) e no domingo (25), data do segundo turno das eleições. O cenário aumenta o risco de queda de árvores, danos à rede elétrica e interrupções no fornecimento de energia, principalmente nas regiões sul, centro e norte do Estado.
Diante da previsão, a Energisa MS acionou seu plano de contingência para reforçar a capacidade de resposta a possíveis ocorrências durante o período. A concessionária informou que monitora as condições meteorológicas em tempo real e organiza equipes e recursos para atender emergências com maior rapidez e segurança.
“Nosso monitoramento permite antecipar cenários, organizar as equipes e direcionar os recursos necessários para atender a população com agilidade e segurança”, afirma Marcelo Santana, coordenador de Operação da Energisa MS.
A preocupação se estende ao domingo de votação, quando eventuais falhas no fornecimento de energia podem afetar diferentes serviços e estruturas. Para reduzir o tempo de resposta, a distribuidora prevê manter equipes em pontos estratégicos, próximos às principais zonas de votação, além de contato direto com as autoridades eleitorais.
Empresa reforça operação antes dos temporais
A preparação é coordenada pelo Centro de Operações Integrado (COI), que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Segundo a Energisa, o plano de contingência reúne procedimentos para enfrentar eventos climáticos severos e foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Nesta semana, representantes da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) visitaram a sede da concessionária para conhecer as estruturas de atendimento e os protocolos previstos para situações de emergência.
Durante a visita, foram apresentados a Sala de Contingência, utilizada para monitorar eventos críticos e coordenar decisões operacionais, e os veículos empregados em ocorrências de maior complexidade.
Entre os equipamentos está uma subestação móvel, que pode auxiliar na manutenção do fornecimento em situações específicas, e o chamado morooka, veículo com esteiras e cesto aéreo adaptado para acessar locais onde há risco de atolamento.
A equipe também acompanhou a instalação de uma estrutura de fibra que simula um poste. De acordo com a concessionária, o dispositivo pode ser montado em até oito minutos para viabilizar o restabelecimento provisório da energia em situações emergenciais.
“Nosso trabalho começa antes de a tempestade chegar. Muitas vezes, essa preparação não aparece para o consumidor final, mas é fundamental para que possamos atuar com segurança e agilidade”, afirma Paulo Roberto dos Santos, diretor-presidente da Energisa MS.
Queda de árvores e cabos rompidos exigem atenção
A ocorrência de ventos fortes e chuva intensa pode provocar danos à infraestrutura elétrica, sobretudo quando árvores ou galhos atingem fios e postes. Além de deixar imóveis sem energia, essas situações podem representar risco de choque elétrico para moradores e pedestres.
A Energisa orienta que a população não se aproxime de cabos caídos ou de objetos em contato com a rede elétrica. Mesmo quando um fio parece estar sem energia, ele pode continuar energizado e provocar acidentes graves.
Em caso de ocorrência, a recomendação é manter distância e comunicar a concessionária pelos canais oficiais: aplicativo Energisa On, WhatsApp Gisa, pelo número (67) 99980-0698, ou telefone 0800 722 7272.
A previsão de instabilidade durante o segundo turno coloca as equipes de emergência em estado de atenção, enquanto o monitoramento meteorológico e a mobilização antecipada buscam reduzir os impactos de possíveis temporais sobre a população e o fornecimento de energia em Mato Grosso do Sul.

















