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A circulação de caminhões em Campo Grande passará a seguir novas regras a partir da publicação do Decreto nº 16.664/2026, que estabelece restrições para veículos de carga em áreas estratégicas da região central da cidade. A medida foi regulamentada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e tem como objetivo reduzir congestionamentos, aumentar a segurança viária e melhorar a fluidez do trânsito sem comprometer o abastecimento comercial da capital.

O decreto cria duas zonas específicas de controle para o tráfego de caminhões: a Área de Restrição (AR) e a Área de Restrição Máxima (ARM). Nesses locais, a circulação dos veículos passa a obedecer critérios relacionados ao peso, porte e horário de circulação.

A iniciativa faz parte da política de planejamento da mobilidade urbana do município e foi elaborada com base em estudos técnicos de engenharia de tráfego, seguindo diretrizes previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e nas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Centro terá controle mais rigoroso

A nova regulamentação estabelece limites para a circulação de caminhões de médio e grande porte nos horários considerados de pico, quando há maior fluxo de veículos, motocicletas, ciclistas e pedestres.

Veículos leves de carga, com Peso Bruto Total (PBT) de até 3,5 toneladas, e os chamados Veículos Urbanos de Carga (VUC), com até 10 toneladas e dimensões reduzidas, poderão circular normalmente nas áreas de restrição.

Já caminhões maiores terão horários específicos para acesso às regiões delimitadas pelo decreto.

Na Área de Restrição (AR), caminhões do tipo toco, com peso entre 10,1 e 16 toneladas, não poderão circular das 6h às 8h e das 17h30 às 20h nos dias úteis. Já os caminhões truck, com peso entre 16,1 e 24 toneladas, terão restrições também no período do almoço, entre 11h e 14h.

Para veículos pesados articulados, como carretas e bitrens, as limitações são ainda mais amplas. Nesses casos, a circulação ficará proibida das 6h às 20h de segunda a sexta-feira.

Na Área de Restrição Máxima (ARM), localizada em pontos com maior concentração de tráfego urbano, os horários de impedimento são mais rigorosos e atingem praticamente todo o período comercial para veículos pesados.

Rua 14 de Julho terá proibição permanente

Uma das principais mudanças previstas no decreto é a restrição permanente ao tráfego de veículos com peso superior a 3,5 toneladas em um dos trechos mais movimentados do centro da cidade.

Pela nova regra, caminhões estão proibidos de circular na Rua 14 de Julho, entre as avenidas Fernando Corrêa da Costa e Mato Grosso. O acesso somente será permitido mediante autorização expressa emitida pela Agetran.

A medida busca preservar a segurança dos usuários da via e garantir maior fluidez em uma das principais áreas comerciais e de circulação de pedestres da capital.

Serviços essenciais ficam liberados

O decreto prevê exceções para atividades consideradas essenciais. Poderão circular normalmente veículos utilizados em serviços públicos emergenciais, transporte coletivo, guinchos, transporte de valores, ambulâncias, caminhões que transportam oxigênio medicinal, medicamentos, insumos hospitalares e alimentos perecíveis.

Também estão incluídos entre as exceções os veículos de concretagem e outros serviços que necessitem de autorização específica.

Empresas e transportadores poderão solicitar Autorizações Especiais para Tráfego (AET) e Autorizações Especiais para Estacionamento (AEE), que serão analisadas pela Agetran conforme cada situação.

Aplicativo vai digitalizar autorizações

Como parte da modernização do sistema, a Agetran informou que disponibilizará uma plataforma digital para que empresas solicitem e acompanhem pedidos de autorização de forma eletrônica.

A expectativa é reduzir a burocracia e tornar o processo mais rápido e transparente para transportadoras e operadores logísticos.

Segundo o diretor-presidente da Agetran, Ciro Vieira Ferreira, a medida busca equilibrar a necessidade de abastecimento da cidade com a segurança e a mobilidade urbana.

“O objetivo é organizar a circulação dos veículos de carga de forma inteligente, conciliando a eficiência logística com a segurança viária e a fluidez do trânsito”, afirmou.

Adaptação antes da fiscalização

Antes da aplicação de penalidades, a Prefeitura prevê um período de orientação para empresas e motoristas. Durante essa fase, equipes da Agetran realizarão ações educativas e de divulgação das novas regras para permitir a adaptação do setor.

A administração municipal avalia que o ordenamento do transporte de cargas deve contribuir para reduzir conflitos no trânsito, melhorar a circulação em áreas de grande movimento e oferecer maior previsibilidade às operações logísticas realizadas diariamente em Campo Grande.

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