Pesquisa da Conab e do Dieese aponta redução de 5,19% no preço do café e de 7,54% no açúcar na capital de ms
O preço de alguns alimentos que fazem parte da cesta básica caiu em Campo Grande em julho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Entre os produtos avaliados, o café em pó teve queda de 5,19% na capital de ms entre junho e julho. O resultado colocou Campo Grande entre as cidades com as maiores reduções no preço do produto no período.
O café apresentou redução de preços em 23 das 27 capitais pesquisadas. Segundo a pesquisa, os preços mais baixos foram consequência da expectativa da produção mundial e da redução das exportações.
Por outro lado, preocupações relacionadas ao clima, ao atraso da colheita da safra 2026/2027 no Brasil e às incertezas quanto à qualidade dos grãos contribuíram para sustentar as altas registradas em algumas capitais.
Açúcar também fica mais barato
Outro produto que apresentou queda em Campo Grande foi o açúcar. O preço diminuiu 7,54% entre junho e julho, a maior redução registrada entre as capitais onde houve queda.
Segundo a pesquisa, o grande volume de cana-de-açúcar colhido pode explicar a redução dos valores no varejo.
Batata e tomate também registram queda
A batata apresentou redução de preços na maioria das capitais analisadas. As quedas variaram entre 31,12%, em Brasília, e 15,55%, em Cuiabá.
De acordo com a Conab, o aumento da oferta, provocado pela intensificação da safra de inverno e pela melhora na produtividade, levou à desvalorização do produto no varejo.
O tomate também ficou mais barato em 26 capitais. A maior produtividade, o período de safra em diferentes regiões e as temperaturas diurnas mais elevadas favoreceram a maturação dos frutos e ampliaram a oferta.
Carne, feijão e leite têm comportamento diferente
O preço do quilo da carne bovina de primeira apresentou comportamento variado entre junho e julho. O produto ficou mais barato em 14 capitais e mais caro em outras 12.
A oferta mais restrita de animais prontos para abate e o desempenho das exportações pressionaram as cotações da carne no mercado doméstico.
O feijão também apresentou resultados diferentes entre as capitais. O preço aumentou em 17 cidades e caiu em outras 10. Segundo a pesquisa, o resultado está relacionado à maior oferta do tipo carioca, com o avanço da colheita, e à oferta mais restrita do tipo preto, afetada por perdas na segunda safra da região Sul.
Já o leite ficou mais caro em 21 capitais. As altas variaram entre 0,25%, em Belém, e 6,27%, em Boa Vista. As baixas temperaturas registradas no campo prejudicaram o ritmo de produção da matéria-prima e contribuíram para sustentar as cotações do leite UHT.
Cesta básica cai em 26 capitais
No levantamento geral, o preço do conjunto de alimentos básicos caiu em 26 das 27 capitais brasileiras em julho. A única alta foi registrada em São Luís, de 0,3%.
A pesquisa é realizada mensalmente pela Conab e pelo Dieese e acompanha os preços dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros. Desde 2024, a parceria ampliou o levantamento de 17 para 27 capitais.



















