Diretora de inovação do Senac explica como a mudança no comportamento de quem usa os medicamentos já afeta restaurantes, varejo, turismo e mercado da moda
As canetas emagrecedoras estão mudando mais do que a relação das pessoas com a balança. A popularização dos medicamentos também começa a alterar hábitos de consumo e já provoca impactos em setores como alimentação, restaurantes, turismo, moda, varejo e serviços.
Em entrevista à Total News, Ana Carina Pini, diretora de inovação do Senac, explica que empresários têm procurado entender como acompanhar essas transformações e adaptar produtos, serviços e estratégias às novas necessidades dos consumidores.
Canetas aceleraram mudanças que já estavam acontecendo
Segundo Ana Carina, a busca por uma alimentação mais saudável, atividade física e bem-estar já vinha modificando o comportamento do consumidor. A chegada das canetas emagrecedoras, porém, acelerou esse processo.
“Já tinha isso, uma busca pelo bem-estar, as pessoas indo mais para a academia, buscando suplementação. A gente já vinha vendo nas gôndolas do supermercado essa mudança. Com a caneta emagrecedora acelerou”, explica.
Ela cita como exemplo o crescimento da presença de produtos com proteínas e suplementos nas prateleiras. Até empresas tradicionais do setor de bebidas passaram a ampliar a oferta de produtos voltados a esse público.
Restaurantes sentem mudança no consumo
Um dos setores mais afetados é o de alimentação. De acordo com Ana Carina, donos de restaurantes já relatam mudanças na forma como os clientes fazem seus pedidos.
Em vez de entrada, prato principal, sobremesa e bebida alcoólica, alguns consumidores passaram a optar apenas pelo prato principal, dividir porções ou deixar de pedir sobremesa e álcool.
“Às vezes, ela vai direto pro prato principal e em alguns momentos ela partilha esse prato principal. E a sobremesa, ou ela pede, ou pede e divide também, ou não pede”, relata.
Para a diretora de inovação do Senac, isso não significa que as pessoas deixaram de frequentar restaurantes, mas que o valor gasto por elas mudou.
“A pessoa não deixa de ir ao restaurante, mas o ticket médio mudou”, afirma.
Turismo e moda também entram na mudança
O impacto também chega ao turismo. Ana Carina explica que alguns consumidores podem repensar a escolha por resorts com sistema all inclusive quando passam a consumir menos alimentos e bebidas durante a viagem.
“Então, até esses estabelecimentos estão tendo que olhar pra isso, mudando um pouco a experiência que traz pra esse turista”, diz.
No mercado da moda, a mudança de peso também aparece na necessidade de ajustar ou substituir roupas. A diretora conta que costureiras têm recebido mais pedidos para apertar peças, enquanto alfaiates também percebem novas demandas.
“Às vezes, você não quer se desfazer de uma roupa. Você quer mandar apertar”, afirma.
Empresas precisam acompanhar o novo consumidor
Para Ana Carina, entender essas transformações é fundamental para que os negócios não fiquem presos a modelos de consumo que já estão mudando.
A avaliação também vale para a comunicação. Segundo ela, quando uma empresa muda seus produtos e serviços para acompanhar o consumidor, precisa adaptar também a forma como se apresenta nas redes sociais.
“Quando o empresário muda o negócio, ele também precisa mudar a sua narrativa nas redes sociais. Ele precisa atrair esse público.”
Todas essas mudanças serão discutidas no evento “Canetas Emagrecedoras: A Revolução que Está Redesenhando o Mercado”, promovido pelo Senac, com participação de especialistas e apresentação de dados de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS. A programação abordará os impactos das canetas emagrecedoras nos setores de turismo, restaurantes, hotelaria, moda, varejo e serviços.
O evento será realizado das 16h30 às 21h, no Senac Hub Academy, na Rua Francisco Cândido Xavier, 75, em Campo Grande. A participação é gratuita, com inscrições pela plataforma Simpla. (Clique aqui)
Confira a entrevista completa:


















