Moeda norte-americana recuou 0,42% nesta terça-feira, favorecida pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, pela valorização do petróleo e pelo alívio momentâneo nas tensões no Oriente Médio
O dólar voltou a cair nesta terça-feira (21) e fechou abaixo de R$ 5,09. O recuo foi impulsionado pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, pela valorização do petróleo e pela redução da busca global por ativos considerados mais seguros.
A moeda norte-americana encerrou o pregão em queda de 0,42%, cotada a R$ 5,089. No acumulado de julho, o dólar registra desvalorização de 1,42% frente ao real. Em 2026, a queda já chega a 7,28%.
Logo na abertura dos negócios, a cotação chegou a superar R$ 5,11. No entanto, passou a recuar após a confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, o que diminuiu a procura por ativos de proteção e favoreceu moedas de países emergentes, como o real.
Apesar desse movimento, novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltaram a aumentar a cautela dos investidores no fim do dia, mantendo o mercado atento aos desdobramentos da crise no Oriente Médio.
No cenário doméstico, o elevado diferencial entre os juros brasileiros e norte-americanos continuou sustentando as operações de carry trade, estratégia em que investidores captam recursos em países com juros mais baixos para aplicar em mercados que oferecem maior rentabilidade.
Outro fator que fortaleceu a moeda brasileira foi a valorização do petróleo. Como o Brasil é exportador da commodity, a alta dos preços melhora a expectativa de entrada de dólares no país por meio das exportações.
Esse cenário também foi reforçado pelos dados da balança comercial. Na terceira semana de julho, o Brasil registrou superávit de US$ 526,3 milhões, enquanto as exportações cresceram 6,7% no acumulado do mês, impulsionadas principalmente pela indústria extrativa.
No mercado internacional, o petróleo encerrou o dia em alta, embora tenha apresentado oscilações ao longo da sessão.
O barril do Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27% e fechou cotado a US$ 89,22. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 0,85%, encerrando o pregão a US$ 82,48 por barril.
Os preços chegaram a perder parte dos ganhos após o governo iraniano confirmar que recebeu propostas de mediadores internacionais para reduzir as tensões com Washington. Entretanto, voltaram a subir depois que Donald Trump prometeu responder com mais intensidade a novos ataques contra militares americanos.
Além disso, seguiram no radar do mercado as restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e as novas ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho, fatores que continuam alimentando preocupações sobre a oferta global de petróleo.
*Informações e Imagem: Agência Brasil





















