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Sebrae esclarece dúvidas sobre IBS, CBS e chamado “Simples Híbrido” e recomenda planejamento antes de qualquer alteração no regime tributário

A Reforma Tributária ainda nem chegou à etapa final de implementação, mas já provoca dúvidas entre micro e pequenos empresários. Nas redes sociais, informações sobre uma suposta obrigação de migração do Simples Nacional para um modelo chamado “Simples Híbrido” têm circulado e levantado preocupações entre empreendedores.

Segundo o Sebrae, porém, essa informação é falsa.

A entidade esclareceu que empresas enquadradas no Simples Nacional que vendem produtos ou serviços para outras empresas, nas chamadas operações B2B (business to business), não serão obrigadas a deixar o regime atual nem a aderir ao chamado Simples Híbrido apenas para permitir o repasse de créditos tributários aos compradores.

A explicação faz parte de uma série de conteúdos que o Sebrae pretende publicar para combater informações falsas sobre os efeitos da Reforma Tributária nos pequenos negócios.

Empresas do Simples não serão obrigadas a mudar de regime

Uma das principais dúvidas entre os empresários é se a nova estrutura tributária criará uma espécie de exigência para que empresas do Simples Nacional mudem de regime caso tenham como clientes outras empresas.

O Sebrae classifica essa afirmação como fake news.

A empresa que permanecer no Simples poderá continuar realizando operações B2B. A mudança para outro modelo não será uma condição obrigatória para vender a pessoas jurídicas.

O debate ocorre principalmente por causa da implantação de dois novos tributos sobre o consumo: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

A Reforma Tributária estabelece uma transição para o novo sistema, que substituirá gradualmente tributos atualmente cobrados sobre o consumo.

Entenda o chamado Simples Híbrido

O chamado “Simples Híbrido” aparece nas discussões sobre as alternativas que poderão ser avaliadas pelos pequenos negócios diante do novo sistema.

A questão central, segundo o Sebrae, é que a eventual escolha por esse modelo não deve ser feita simplesmente porque uma empresa vende para outras empresas.

A decisão precisa levar em conta características específicas de cada negócio, principalmente a estrutura de custos, os gastos com insumos e a possibilidade de utilização de alíquotas reduzidas.

Por isso, a recomendação é que o empresário faça simulações e planejamento tributário antes de decidir pela mudança.

Na prática, uma alteração que pode ser vantajosa para uma empresa pode não produzir o mesmo resultado para outra.

Como funcionam IBS e CBS?

A Reforma Tributária criou o modelo de IVA Dual, formado pelo IBS e pela CBS.

O IBS será administrado por estados e municípios, enquanto a CBS ficará sob responsabilidade da União. O novo sistema foi criado para substituir gradualmente tributos que incidem atualmente sobre o consumo.

Uma das mudanças centrais é o mecanismo de créditos tributários.

Segundo a explicação apresentada pelo Sebrae, quando houver destaque de IBS e CBS na operação, o valor correspondente será considerado no cálculo do crédito tributário da empresa compradora.

Por isso, a entidade afirma que não existe fundamento para a ideia de que uma empresa do Simples precisará obrigatoriamente abandonar o regime apenas para continuar atendendo clientes empresariais.

O que o empresário deve fazer?

Para o pequeno empresário, a principal orientação do Sebrae é evitar decisões baseadas em mensagens compartilhadas nas redes sociais.

A escolha do regime tributário deve considerar o funcionamento específico da empresa, seus custos, fornecedores, perfil dos clientes e possibilidade de aproveitamento de créditos e benefícios previstos na legislação.

A entidade recomenda que o empreendedor faça um planejamento tributário com simulações antes de optar por qualquer mudança.

A análise também pode ajudar a identificar possíveis efeitos da reforma sobre preços, margens de lucro e competitividade.

Reforma terá transição até 2033

A mudança no sistema tributário brasileiro não ocorrerá de uma só vez. A implementação da Reforma Tributária será gradual e terá um período de transição que se estenderá até 2033.

Isso significa que empresas precisarão acompanhar as diferentes etapas de implantação dos novos tributos e das regras que serão aplicadas durante o período de adaptação.

Para o Sebrae, a antecipação do planejamento é uma forma de reduzir riscos e permitir que os empresários compreendam como as novas regras poderão afetar seus negócios.

Sebrae cria espaço para orientar pequenos negócios

O Sebrae disponibiliza uma página especial dedicada à Reforma Tributária com informações voltadas a empresários, contadores e demais interessados.

O conteúdo reúne materiais sobre o IBS, a CBS, o IVA Dual, o Imposto Seletivo e os impactos da reforma no Simples Nacional, além de temas relacionados a custos e formação de preços.

Também estão disponíveis cursos gratuitos, aulas ao vivo, mentorias individuais, e-books, guias e ferramentas de diagnóstico tributário.

A página reúne ainda o cronograma da transição até 2033 e canais de atendimento para esclarecer dúvidas.

A orientação do Sebrae é que os empreendedores acompanhem as próximas etapas da regulamentação e evitem tomar decisões com base em informações não verificadas.

Com informações da Agência Sebrae de Notícias

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