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O governo de Mato Grosso do Sul lançou o programa Rodar MS com a promessa de reduzir custos logísticos e melhorar as condições das rodovias estaduais por meio de um modelo de contratação considerado inovador. A iniciativa prevê a recuperação de cerca de mil quilômetros de estradas e pode gerar economia de até 38% nos gastos com manutenção, segundo estimativas baseadas em estudos do Banco Mundial.

Além da redução nos cofres públicos, a expectativa é de impacto direto no setor produtivo. O custo operacional do transporte de cargas pode cair em até quatro vezes, conforme projeções do governo estadual, ao melhorar as condições de trafegabilidade e segurança das vias.

O programa adota o modelo Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias), que transfere à empresa contratada a responsabilidade pelo projeto executivo, execução das obras e manutenção ao longo do contrato. Para o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, o diferencial está no incentivo à qualidade. “Quanto melhor for a restauração, menor será o custo de manutenção ao longo do tempo”, afirmou.

O investimento total previsto é de US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,25 bilhão), sendo US$ 200 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 50 milhões como contrapartida do Estado. Ao todo, 22 municípios devem ser impactados direta e indiretamente, com maior concentração na região leste, incluindo o Vale do Ivinhema, além do Bolsão, área estratégica para o escoamento da produção ligada à indústria de celulose.

Dentro do programa, o modelo DBM (Design, Build, Maintain) será aplicado em 730,3 quilômetros de rodovias, com contratos de 10 anos que integram projeto, obra e manutenção. Nesse formato, o pagamento às empresas está condicionado ao cumprimento de metas de desempenho, e não apenas à execução dos serviços.

Já no Bolsão, o governo optou por contratos via Parceria Público-Privada (PPP), com duração de 30 anos. Nesse trecho, serão contempladas as rodovias MS-377 e MS-240, totalizando 208,7 quilômetros entre municípios como Água Clara, Inocência e Paranaíba. As concessionárias terão a obrigação de manter padrões elevados de segurança e qualidade durante todo o período contratual.

O projeto também inclui ações de segurança viária no entorno de 24 escolas públicas, com intervenções voltadas à redução de riscos de acidentes. As medidas abrangem melhorias na travessia de pedestres, acessibilidade e organização do tráfego, com foco em estudantes, professores e comunidades locais.

Segundo o governo, a proposta combina redução de custos, aumento da durabilidade das rodovias e adaptação às mudanças climáticas, ao priorizar manutenção preventiva e monitoramento contínuo das condições das vias. A expectativa é que, ao final dos contratos, as estradas apresentem padrão superior ao inicial, com impactos positivos tanto para a economia quanto para a segurança dos usuários.

Com informações e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul

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