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O avanço da chikungunya em Dourados, a 230 km de Campo Grande, levou a prefeitura a decretar estado de calamidade em saúde pública após a confirmação de mais de 2 mil casos e oito mortes pela doença. A medida amplia ações emergenciais diante do aumento de infecções, que já se espalham da reserva indígena para bairros da área urbana.

Segundo a Prefeitura de Dourados, o município vive um cenário epidemiológico crítico, com mais de 6 mil casos prováveis e taxa de positividade de 64,9%. A pressão sobre o sistema de saúde também preocupa: a ocupação de leitos chegou a cerca de 110%, o que indica sobrecarga e dificuldade de atendimento, inclusive para casos graves.

O decreto de calamidade tem validade inicial de 90 dias e segue orientação do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, responsável por coordenar as ações de enfrentamento à epidemia. Antes disso, a prefeitura já havia declarado situação de emergência em saúde e em defesa civil.

Como parte da resposta à crise, a vacinação contra a doença começa na próxima segunda-feira (27). As doses foram enviadas ao município após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que aprovou o imunizante em 2025 para uso estratégico em áreas de maior risco.

A campanha será direcionada a pessoas entre 18 e 60 anos, com meta de atingir cerca de 43 mil moradores, aproximadamente 27% do público-alvo. Antes da aplicação, será necessária avaliação de profissionais de saúde, o que deve tornar o processo mais lento. A prefeitura também prepara ações como vacinação em formato drive-thru no feriado de 1º de maio.

Grupos com restrições incluem gestantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes em tratamento contra o câncer e indivíduos com determinadas doenças crônicas. Também não poderão se vacinar pessoas com febre, que tenham contraído chikungunya recentemente ou que tenham recebido outras vacinas em intervalos curtos.

Até o momento, Dourados contabiliza 2.074 casos confirmados, além de milhares em investigação. Das oito mortes registradas, a maioria ocorreu entre moradores da reserva indígena, inicialmente mais afetada pela doença.

Para conter o avanço da epidemia, o Ministério da Saúde do Brasil destinou R$ 900 mil ao município. Os recursos devem ser usados em ações de vigilância, combate ao mosquito Aedes aegypti e reforço no atendimento à população.

Transmitida pela picada do mosquito, a chikungunya provoca principalmente febre alta e dores articulares intensas, que podem se tornar incapacitantes. Em casos mais graves, a doença pode levar à internação e até à morte, sobretudo entre pessoas mais vulneráveis.

Com a disseminação do vírus e a pressão sobre o sistema de saúde, a expectativa das autoridades é que a vacinação e o reforço nas medidas de controle ajudem a conter o avanço da doença nas próximas semanas.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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