Ministro substituirá Cármen Lúcia no comando da Corte Eleitoral; escolha seguiu critério de antiguidade entre integrantes do STF
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou para o dia 12 de maio a cerimônia de posse do ministro Nunes Marques como novo presidente da Corte. Ele assume o posto em sucessão à ministra Cármen Lúcia, que encerra seu mandato de dois anos à frente do tribunal.
Seguindo o regimento, a presidência do TSE é sempre ocupada por um dos ministros vindos do Supremo Tribunal Federal (STF), adotando o critério de antiguidade. Com a movimentação, o ministro André Mendonça passará a ocupar o cargo de vice-presidente da Corte Eleitoral.
Trajetória e Perfil
Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 53 anos e chegou ao STF em 2020, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Sua trajetória jurídica é extensa:
- Magistratura: Foi desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI).
- Advocacia: Atuou por 15 anos como advogado antes de ingressar na magistratura.
Como é formado o TSE
O Tribunal Superior Eleitoral possui uma composição híbrida, garantindo o equilíbrio entre diferentes esferas do Judiciário. São sete ministros titulares:
- 3 ministros do STF (um deles ocupa a presidência);
- 2 ministros do STJ;
- 2 advogados de notável saber jurídico, indicados pelo Presidente da República.
A mudança na presidência ocorre em um momento estratégico de preparação para os calendários eleitorais futuros, mantendo a tradição de alternância no comando da justiça especializada.
- Com informações da Agência Brasil – Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil




















