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Operação cumpre 15 mandados em MS, SP e PR e determina bloqueio de até R$ 50 milhões em bens e ativos de investigados

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Suécia XXXV para desarticular um grupo suspeito de integrar uma organização criminosa envolvida no tráfico transnacional de cocaína. A ação cumpre 15 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, além de medidas para sequestrar e bloquear até R$ 50 milhões em bens e ativos dos investigados.

De acordo com a PF, as investigações apontam que o grupo está ligado ao tráfico transnacional de pelo menos 1.302 quilos de cocaína, distribuídos em quatro apreensões realizadas ao longo da apuração. A droga teria ingressado no Brasil pelo Paraguai.

As ordens judiciais foram expedidas no âmbito da investigação que busca identificar a estrutura e a atuação dos suspeitos no esquema. Além das buscas, a Justiça determinou medidas patrimoniais sobre imóveis, veículos e valores mantidos em contas bancárias.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais federais apreenderam imóveis, ativos financeiros, joias, relógios de luxo, veículos e armas de fogo que estavam em posse de investigados.

A medida de bloqueio e sequestro de patrimônio tem como objetivo atingir os recursos financeiros associados às atividades investigadas. Segundo a PF, o valor pode chegar a R$ 50 milhões.

A operação ocorre simultaneamente nos três estados. Em Mato Grosso do Sul, a atuação da organização é investigada em razão da rota utilizada para a entrada da cocaína no país a partir do Paraguai.

O nome da operação, Suécia XXXV, faz parte de uma sequência de ações realizadas pela Polícia Federal no combate ao tráfico de drogas e à atuação de organizações criminosas.

As investigações continuam para esclarecer a participação individual dos envolvidos, identificar outros integrantes do grupo e rastrear o patrimônio supostamente relacionado ao tráfico. Os investigados serão responsabilizados conforme a participação atribuída a cada um, caso as suspeitas sejam confirmadas no decorrer do processo.

A operação também busca interromper o fluxo financeiro da organização, além de impedir a utilização de bens adquiridos ou empregados, segundo a investigação, nas atividades criminosas.

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