A unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo realizará entre os dias 22 de março e 1º de abril uma parada geral de manutenção que mobilizará mais de 3,3 mil profissionais e 72 empresas prestadoras de serviço. A operação deve aumentar temporariamente a circulação de trabalhadores no município e movimentar setores como hotelaria, alimentação e comércio local.
Do total de profissionais envolvidos, cerca de 2,1 mil atuarão diretamente na manutenção industrial da fábrica, com a participação de 58 empresas especializadas. Outros 1,2 mil trabalhadores integrarão frentes de engenharia, com a atuação de 14 empresas contratadas para serviços técnicos.
Segundo Leonardo Mendonça Pimenta, diretor de Operações Industriais da Suzano na unidade, a parada geral é uma etapa prevista no planejamento da fábrica para garantir segurança e continuidade das operações.
“A parada geral é um período planejado de manutenção que permite revisar equipamentos, realizar melhorias e preparar a unidade para um novo ciclo de operação com segurança e eficiência”, afirma.
Durante o período, empresas prestadoras de serviço também contratam trabalhadores da própria cidade. A presença de profissionais vindos de outras regiões tende a ampliar temporariamente a demanda por hospedagem, alimentação e transporte, o que pode impulsionar atividades econômicas no município.
Além da mobilização de mão de obra, a operação envolve a contratação de fornecedores para atividades técnicas, logísticas e de apoio. Parte dessas empresas atua na própria região, ampliando o impacto da parada geral na cadeia produtiva local.
Esta será a segunda parada geral da unidade de Ribas do Rio Pardo. A primeira ocorreu em fevereiro de 2025, cerca de seis meses após o início das operações da fábrica.
Manutenção prevista em norma técnica
A parada geral é uma manutenção periódica prevista na Norma Regulamentadora nº 13 (NR‑13), que estabelece requisitos de segurança para a inspeção de caldeiras, vasos de pressão e outros equipamentos industriais.
Durante esse período, são realizadas inspeções detalhadas em sistemas da unidade, além de manutenções preventivas e corretivas e substituição de componentes essenciais para o funcionamento da fábrica. O objetivo é preparar a planta para um novo ciclo de operação, que pode durar entre 12 e 18 meses.
A preparação da parada começa meses antes e envolve planejamento técnico, definição de protocolos de segurança e integração entre equipes próprias e empresas contratadas.
Maior fábrica de celulose em linha única
Inaugurada em 21 de julho de 2024, a unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo é considerada a maior fábrica de celulose em linha única do mundo. A planta foi projetada para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano.
Segundo a empresa, a fase inicial de estabilização da fábrica foi concluída em pouco mais de cinco meses. Em menos de seis meses de operação, a unidade atingiu a marca de 1 milhão de toneladas produzidas e, posteriormente, chegou a 2 milhões de toneladas.
Em 2025, primeiro ano completo de atividade, a planta produziu 2,58 milhões de toneladas de celulose, volume superior à capacidade originalmente projetada.
A maior parte da produção é destinada ao mercado internacional e segue para exportação por meio de transporte rodoviário e ferroviário até o porto de Porto de Santos.






















