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Setor respondeu por 51% das novas vagas abertas no Estado e encerrou junho com mais de 181 mil trabalhadores formais

A indústria de Mato Grosso do Sul registrou o melhor primeiro semestre da série histórica do Novo Caged ao criar mais de 9,5 mil empregos formais entre janeiro e junho de 2026. O resultado representa crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 8.944 vagas, e supera o antigo recorde para os primeiros seis meses do ano, registrado em 2023, com 9.008 postos.

Os dados são do Observatório da Indústria da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) e mostram que o setor se consolidou como o principal responsável pela geração de empregos no Estado no primeiro semestre.

De acordo com o levantamento, a indústria respondeu por 51% de todos os postos de trabalho criados em Mato Grosso do Sul no período.

O desempenho ocorre em meio ao avanço de investimentos em obras, fábricas e ampliações de unidades industriais, que têm aumentado a demanda por trabalhadores em diferentes segmentos.

Setor já emprega mais de 181 mil pessoas

Além do recorde na criação de vagas, a indústria encerrou junho com mais de 181 mil trabalhadores formais diretamente empregados em Mato Grosso do Sul.

A maior parcela está concentrada na indústria de transformação, que reúne 122,9 mil trabalhadores. Na sequência aparecem a indústria da construção, com 44,7 mil, os serviços industriais, com 8,7 mil, e a indústria extrativa mineral, com 4,8 mil empregados.

O resultado reforça o peso do setor na economia estadual e mostra que a expansão industrial não está concentrada apenas na abertura de novas fábricas, mas também movimenta atividades ligadas à construção, manutenção, logística e prestação de serviços especializados.

Montagem industrial lidera geração de vagas

Entre as atividades que mais abriram postos de trabalho no primeiro semestre, a montagem industrial aparece na liderança, com saldo positivo de 1.700 empregos.

A construção de edifícios ficou em segundo lugar, com 1.156 vagas, seguida pela fabricação de álcool, que registrou 1.147 novos postos.

Também apresentaram resultados expressivos a construção de rodovias e ferrovias, com 983 empregos, e as atividades de instalação e manutenção elétrica, com 625 vagas.

No setor de alimentos, os frigoríficos também contribuíram para o desempenho. O abate de bovinos gerou saldo de 610 empregos, enquanto o abate de suínos abriu 527 vagas e o abate de aves, 251.

Atividades que mais geraram empregos na indústria
  • Montagem industrial: +1.700 vagas;
  • Construção de edifícios: +1.156;
  • Fabricação de álcool: +1.147;
  • Construção de rodovias e ferrovias: +983;
  • Instalação e manutenção elétrica: +625;
  • Abate de bovinos: +610;
  • Abate de suínos: +527;
  • Abate de aves: +251.

A lista mostra a diversidade de segmentos que impulsionaram o mercado de trabalho industrial, com destaque para construção, energia, produção de biocombustíveis, infraestrutura e indústria de alimentos.

Inocência lidera geração de empregos

Entre os municípios, Inocência apresentou o maior saldo de contratações relacionadas à indústria no primeiro semestre, com 3.848 novos postos de trabalho.

O desempenho do município está relacionado à expansão de grandes investimentos industriais na região e ajuda a explicar a forte concentração da geração de empregos fora dos maiores centros urbanos do Estado.

Campo Grande aparece em segundo lugar, com 1.817 vagas, seguida por Três Lagoas, com 727, e Dourados, com 653.

Rio Brilhante registrou saldo de 434 empregos, enquanto Nioaque teve 288. Na sequência aparecem Itaquirai, com 193, e Aparecida do Taboado e Corumbá, com 187 vagas cada. Mundo Novo completou a lista, com 172 novos postos.

Municípios com maior saldo de empregos
  • Inocência: +3.848;
  • Campo Grande: +1.817;
  • Três Lagoas: +727;
  • Dourados: +653;
  • Rio Brilhante: +434;
  • Nioaque: +288;
  • Itaquiraí: +193;
  • Aparecida do Taboado: +187;
  • Corumbá: +187;
  • Mundo Novo: +172.

Investimentos impulsionam contratações

Para o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende, o desempenho da indústria está diretamente relacionado ao ciclo de investimentos em Mato Grosso do Sul.

Segundo ele, obras de construção, ampliação e implantação de fábricas continuam movimentando a economia e aumentando a procura por trabalhadores.

O efeito desses investimentos ultrapassa os limites das próprias unidades industriais. A construção das plantas, a instalação de equipamentos, a manutenção, a infraestrutura e as atividades de apoio geram demanda por profissionais de diferentes áreas.

Esse movimento ajuda a explicar por que atividades como montagem industrial, construção de edifícios, instalação elétrica e construção de rodovias e ferrovias aparecem entre as que mais contrataram no primeiro semestre.

Resultado supera recordes anteriores

O desempenho registrado em 2026 também chama atenção quando comparado com os resultados de anos anteriores.

No primeiro semestre de 2025, a indústria havia criado 8.944 postos de trabalho. Em 2026, o saldo superou esse número em aproximadamente 6%.

O resultado também ultrapassou o recorde anterior para o período, registrado em 2023, com 9.008 vagas.

Com isso, o primeiro semestre de 2026 passa a ocupar o topo da série histórica do Novo Caged para a geração de empregos industriais em Mato Grosso do Sul.

Com informações e imagem da Fiems

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