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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa possíveis medidas jurídicas contra vídeos publicados nas redes sociais que mostram pessoas tomando banho ou simulando ingerir detergente da marca Ypê.

As gravações começaram a circular após a Anvisa determinar, na última quinta-feira (7), a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca com numeração final 1. A decisão ocorreu após uma avaliação técnica identificar irregularidades em etapas consideradas críticas do processo produtivo.

Durante entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, Padilha classificou os vídeos como “irresponsáveis” e alertou para o impacto do conteúdo, principalmente entre crianças.

“A Anvisa recebeu esses vídeos e está analisando, cada um deles, os seus meios jurídicos, de que medidas pode tomar em relação a esses vídeos. Eu estou aqui, enquanto ministro da Saúde, reforçando a irresponsabilidade desses vídeos”, disse Padilha.

Segundo o ministro, parte dos conteúdos tenta transformar uma decisão técnica da agência reguladora em uma disputa política.

“Nós estamos falando de crianças que assistem às pessoas tomando detergente em frasco de detergente, pelo menos passando a ideia que estão tomando detergente em frasco de detergente, passando detergente no corpo, querendo atacar e deslegitimar o papel de uma agência reguladora como a Anvisa, querendo insinuar que a atitude dos diretores da Anvisa tem a ver com financiamento”, afirmou.

Padilha também declarou que “uma parte da extrema direita” tem agido de forma “irresponsável” ao associar o caso a disputas ideológicas.

“Uma parte da extrema direita que está tendo uma atitude irresponsável agora por conta de uma decisão inicial da Anvisa em relação à circulação de um detergente, fazendo vídeo irresponsável, bebendo detergente, acho que eles esquecem que crianças assistem esses vídeos, que pessoas assistem esses vídeos e tentam transformar o fato de ter sido encontrado uma bactéria no detergente, uma disputa entre esquerda e direita”, acrescentou.

O ministro reforçou que a Anvisa atua de forma técnica e sem alinhamento político.

“Eu quero reafirmar que a Anvisa não tem lado partidário, o único lado que a Anvisa tem é o da saúde das famílias brasileiras”, declarou.

Padilha informou ainda que a análise dos produtos passou pelo setor de vigilância sanitária do estado de São Paulo, administrado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo ele, o diretor da Anvisa responsável pela área que recomendou a suspensão, Daniel Meirelles, foi indicado durante o governo Bolsonaro.

“O diretor responsável por essa área na Anvisa foi indicado por Bolsonaro, foi assessor e secretário-executivo de um ministro do governo Bolsonaro e está cumprindo um papel técnico dentro da agência”, afirmou.

Na sexta-feira (9), a Anvisa voltou atrás na suspensão após recurso apresentado pela empresa. Apesar da liberação, a recomendação para que consumidores evitem o uso dos itens citados na resolução permanece válida até a conclusão do processo de recolhimento.

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