Prévia do IPCA-15 aponta queda nos preços de alimentos e combustíveis, enquanto energia elétrica e passagens aéreas pressionaram o índice no mês
Os preços de alguns produtos do dia a dia ajudaram a aliviar a inflação em julho. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alimentos como tomate, batata-inglesa e café moído registraram queda, assim como os combustíveis.
A prévia da inflação oficial ficou em 0,06% no mês, resultado influenciado principalmente pela redução de preços no grupo Alimentação e bebidas, que teve variação negativa de 0,66%. No ano, o indicador acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%.
Entre os alimentos que ficaram mais baratos em julho, o tomate teve a maior redução, com queda de 19,95%. A batata-inglesa caiu 10,03%, enquanto o café moído recuou 3,13%.
A alimentação dentro de casa apresentou redução de 1,14%, puxada principalmente pela baixa nos preços desses produtos. Também houve queda nos combustíveis, que recuaram 0,90% no mês.
Todos os combustíveis pesquisados tiveram redução: o etanol caiu 2,50%, o óleo diesel teve queda de 1,32%, o gás veicular recuou 0,97% e a gasolina diminuiu 0,68%.
Apesar das reduções, alguns alimentos ficaram mais caros. A cebola subiu 7,10% e o pão francês teve alta de 0,65%. Já a alimentação fora do domicílio registrou aumento de 0,55%, com a refeição avançando 0,66%.
Energia elétrica pesa no orçamento
Na contramão da queda dos alimentos, a energia elétrica residencial foi um dos principais fatores de pressão sobre a inflação em julho. O item subiu 3,03% e teve o maior impacto individual no resultado do mês.
Segundo o IBGE, o aumento ocorreu devido à cobrança adicional da bandeira tarifária amarela, com valor de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes aplicados em algumas concessionárias.
As passagens aéreas também contribuíram para a alta dos preços, com aumento de 11,70% no período.
Outros produtos e serviços
No grupo Saúde e cuidados pessoais, os produtos de higiene pessoal tiveram alta de 0,51%, com destaque para perfumes, que ficaram 1,74% mais caros. Os planos de saúde também registraram aumento de 0,42%.
Entre os demais grupos analisados pelo IBGE, Vestuário apresentou queda de 0,33%, Comunicação recuou 0,02% e Educação teve redução de 0,04%.
O IPCA-15 considera os preços coletados entre 17 de junho e 15 de julho de 2026 e acompanha famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos em 11 áreas pesquisadas pelo IBGE. A metodologia é a mesma do IPCA, com diferença no período de coleta e na abrangência geográfica.
*Com informações de Agência Gov




















