Em entrevista à Total News, especialista orienta eleitores sobre irregularidades e ferramentas para fiscalizar candidatos
Com a aproximação das eleições de 2026, dúvidas sobre propaganda, inteligência artificial, assédio eleitoral e crimes relacionados à compra de votos ganham espaço entre eleitores e candidatos. Em entrevista à Total News MS, o advogado Alexandre Oliveira explicou as principais regras que devem ser observadas durante a campanha.
Segundo o especialista, embora os nomes aprovados nas convenções partidárias já sejam considerados candidatos, o pedido de votos só pode ocorrer a partir de 16 de agosto, quando começa oficialmente a propaganda eleitoral. A antecipação pode resultar em multa e, em casos mais graves, comprometer o registro da candidatura.
Um dos principais pontos abordados foi o uso de inteligência artificial. Alexandre explicou que a tecnologia pode ser utilizada em campanhas, desde que respeitadas as regras de identificação. Já as chamadas deepfakes, que manipulam imagens ou vozes para atribuir declarações ou ações falsas a pessoas, são proibidas.
“A Justiça Eleitoral pune a deepfake, não só para denegrir […] mas também para beneficiar”, afirmou.
O advogado também alertou para o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Empregadores não podem pressionar funcionários a votar em determinado candidato, sob risco de transformar uma preferência política em uma forma de coerção.
A compra de votos também continua entre as condutas proibidas. Segundo Alexandre, oferecer ou solicitar vantagens como combustível, alimentos ou materiais de construção em troca do voto pode gerar responsabilização tanto para quem oferece quanto para quem pede.
Eleitor pode fiscalizar
Para denunciar possíveis irregularidades, o especialista recomenda o uso do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral que permite o envio de denúncias acompanhadas de provas, como fotos e vídeos.
Alexandre também orientou os eleitores a pesquisarem o histórico dos candidatos antes de votar. O sistema DivulgaCand reúne informações sobre candidaturas, incluindo declarações de bens e outros dados públicos.
Nas redes sociais, a recomendação é redobrar o cuidado antes de compartilhar conteúdos. Para o advogado, informações sem fonte confiável podem ser utilizadas para influenciar o eleitorado e prejudicar adversários.
Para o especialista, a participação do eleitor na fiscalização e a busca por informações confiáveis são fundamentais para uma disputa democrática. “Espero que nessas eleições nós possamos ter eleições acirradas, mas dentro do debate político, democrático”, afirmou.
Assista à entrevista completa com Alexandre Oliveira na Total News e confira as principais orientações para as eleições de 2026:



















