Vendas do varejo cresceram 0,5% na comparação com maio; em Mato Grosso do Sul, avanço foi de 1% no período
O volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,5% em junho de 2026, na comparação com maio, considerando a série livre de influências sazonais. Em Mato Grosso do Sul, o avanço foi de 1% no mesmo período. Na comparação com junho de 2025, o varejo avançou 2,9% no país e 3,9% no estado. No acumulado do ano, a alta nacional chega a 1,9%, enquanto MS registra crescimento de 2,6%.
O resultado nacional veio após alta de 0,3% registrada em maio. Nos últimos 12 meses, o comércio varejista acumula crescimento de 1,6% no país e de 2,1% em Mato Grosso do Sul.
Vendas avançam em sete atividades na comparação anual
Na comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês de 2025, sete das oito atividades do varejo apresentaram crescimento. Livros, jornais, revistas e papelaria tiveram a maior alta, de 12,6%, seguidos por móveis e eletrodomésticos, com 7,5%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com 6,2%.
Também houve crescimento em outros artigos de uso pessoal e doméstico, que incluem lojas de departamento, artigos esportivos, brinquedos e joalherias, com alta de 5%. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 2,2%, assim como equipamentos e material para escritório, informática e comunicação. Já combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 1,5%.
O único resultado negativo foi registrado por tecidos, vestuário e calçados, com queda de 1,7%.
Entre os segmentos que contribuíram para o resultado, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram o maior impacto positivo, com 1,2 ponto percentual sobre o crescimento de 2,9% do varejo na comparação anual. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria contribuíram com 0,7 ponto percentual, enquanto móveis e eletrodomésticos responderam por 0,5 ponto percentual.
Resultado de junho
Na passagem de maio para junho, quatro atividades tiveram crescimento. O destaque foi o grupo de outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 2,4%. Em seguida aparecem hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com avanço de 1,1%; móveis e eletrodomésticos, com 0,4%; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com 0,2%.
Por outro lado, livros, jornais, revistas e papelaria recuaram 9,9%, enquanto tecidos, vestuário e calçados caíram 2,6%. Combustíveis e lubrificantes tiveram redução de 1,7%, e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação registraram queda de 1,3%.
Varejo ampliado
O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, registrou crescimento de 4,9% na comparação com junho de 2025. No acumulado do ano, o indicador avançou 1,9% e, nos últimos 12 meses, teve alta de 0,8%.
Na comparação mensal, porém, o varejo ampliado teve queda de 1% na passagem de maio para junho, após recuo de 0,3% em maio. A média móvel trimestral também caiu 0,7% no trimestre encerrado em junho.
Entre as atividades do varejo ampliado, veículos e motos, partes e peças registraram alta de 11,6% frente a junho do ano passado. O atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 7,5%, enquanto material de construção avançou 0,6%.
Em Mato Grosso do Sul, o varejo ampliado também teve resultado positivo na comparação anual, com crescimento de 7,6%.
Desempenho nos estados
Na passagem de maio para junho, 19 das 27 unidades da Federação registraram crescimento no volume de vendas do comércio varejista. Os maiores avanços foram observados no Amazonas (3%), Espírito Santo (2,6%) e Roraima (2,5%). Entre os resultados negativos, os destaques foram Tocantins (-2,1%), Rio Grande do Sul (-1,6%) e Distrito Federal (-1%).
Na comparação com junho de 2025, o comércio varejista apresentou crescimento em 24 das 27 unidades da Federação. Pernambuco teve a maior alta, de 9,5%, seguido por Tocantins (9,1%) e Distrito Federal (8,8%). Rondônia (-0,7%) e Amazonas (-0,6%) foram os únicos estados com resultado negativo. Mato Grosso registrou estabilidade.
No comércio varejista ampliado, 25 das 27 unidades da Federação tiveram crescimento na comparação entre junho de 2025 e junho de 2026. Pernambuco (13,9%), Bahia (11,4%) e Distrito Federal (9,9%) apresentaram os maiores avanços. Sergipe (-0,2%) e São Paulo (-0,1%) registraram as únicas quedas.



















