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Icei caiu 1,4 ponto em setembro e ficou em 44,9, abaixo da linha de 50 pontos que separa confiança de pessimismo

A confiança dos empresários da indústria voltou a cair em setembro e manteve o setor no campo do pessimismo pelo 21º mês consecutivo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), recuou 1,4 ponto, de 46,3 para 44,9 pontos.

O resultado mantém o indicador abaixo dos 50 pontos, marca que separa uma percepção positiva de uma avaliação pessimista sobre a atividade. Segundo a CNI, trata-se do período mais longo de falta de confiança registrado pela série histórica, iniciada em 2015, superando o período de pessimismo observado em 2015 e 2016.

A piora foi disseminada entre os componentes do indicador. Tanto a avaliação dos empresários sobre as condições atuais da economia e de seus negócios quanto as expectativas para os próximos meses apresentaram queda.

“Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, afirmou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Economia brasileira concentra pessimismo

A percepção sobre a economia brasileira foi um dos principais pontos negativos da pesquisa. A avaliação das condições atuais do país caiu 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos.

O Índice de Condições Atuais, que mede como os empresários avaliam o momento presente, também recuou. O indicador passou de 42,7 para 40,2 pontos, uma queda de 2,5 pontos.

Dentro desse componente, a avaliação das condições das próprias empresas caiu de 45,7 para 43,8 pontos, recuo de 1,9 ponto.

Os resultados mostram que o pessimismo não está restrito à percepção sobre o cenário econômico nacional. A avaliação sobre a situação atual das próprias empresas também piorou em setembro.

Expectativas para os próximos meses também pioram

O cenário futuro igualmente perdeu força. O Índice de Expectativas caiu 0,9 ponto, de 48,1 para 47,2 pontos, permanecendo abaixo da linha de 50 pontos.

A avaliação sobre o futuro da economia brasileira passou de 39,7 para 39,1 pontos, queda de 0,6 ponto.

Já a expectativa em relação às próprias empresas recuou 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos. Embora continue acima de 50, o indicador ficou mais próximo da faixa que representa pessimismo.

Para a CNI, as oscilações positivas registradas em alguns momentos de 2026 não foram suficientes para mudar o quadro geral de desconfiança.

Segundo a entidade, as melhoras observadas ao longo do ano foram pontuais e não alteraram de forma significativa a percepção dos empresários. A falta de confiança, portanto, continua disseminada na indústria.

Pesquisa ouviu 1.186 empresas

O Icei de setembro foi calculado a partir de entrevistas realizadas entre 1º e 8 de setembro de 2026.

Ao todo, foram consultadas 1.186 empresas industriais, sendo 475 pequenas, 441 médias e 270 grandes empresas.

O indicador é acompanhado pela CNI para medir a percepção do setor industrial sobre as condições atuais da economia e das empresas e as perspectivas para os meses seguintes. Quanto mais próximo ou acima de 50 pontos, maior a indicação de confiança. Abaixo desse nível, predomina o pessimismo.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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