Urnas encerram votação no horário de Brasília, mas eleitores que estiverem na fila ainda poderão votar; veja o caminho dos dados até a divulgação do resultado
A votação das eleições de 2026 termina oficialmente às 17h do dia 4 de outubro, no horário de Brasília. Mas o encerramento do horário não significa que a urna eletrônica seja desligada imediatamente. Quem estiver na fila até esse momento e tiver recebido a senha poderá votar antes que a seção eleitoral seja encerrada.
Depois que o último eleitor votar, começa uma etapa menos visível para o público, mas fundamental para a apuração. A urna registra os resultados daquela seção, imprime o Boletim de Urna (BU), grava os dados em uma mídia de resultado e inicia o processo de transmissão das informações à Justiça Eleitoral.
O caminho termina na totalização, quando os resultados das diferentes seções são reunidos e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga os números consolidados da eleição.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro. Nas duas datas, as urnas funcionarão das 8h às 17h, sempre no horário de Brasília.
Primeiro passo é a apuração na própria urna
Encerrada a votação, a própria urna eletrônica realiza a apuração dos votos registrados naquela seção eleitoral.
O equipamento então imprime o Boletim de Urna, documento que apresenta o resultado daquela seção. O BU informa a quantidade de votos recebidos por cada candidatura e legenda, além do número de eleitores que compareceram.
São impressas obrigatoriamente cinco vias do documento. Uma delas é colocada na porta da sala onde funcionou a seção eleitoral, permitindo que qualquer pessoa consulte o resultado registrado naquele local.
O procedimento permite que o resultado produzido pela urna possa ser conferido antes mesmo da totalização nacional.
Dados são gravados em uma mídia de resultado
Depois da impressão do Boletim de Urna, é retirada da urna eletrônica a mídia de resultado, dispositivo removível que armazena os dados da votação.
Esse arquivo contém, em formato digital, as informações apresentadas no BU, como os votos destinados a cada candidatura e legenda, a identificação da seção e da urna, além do número de eleitores que compareceram e votaram.
O arquivo não permite relacionar o eleitor ao voto registrado. A informação sobre quem votou em determinado candidato não é armazenada, preservando o sigilo do voto.
Urna não é conectada à internet
Um dos pontos do processo é a separação entre a urna eletrônica e a internet.
A urna não possui conexão com a internet nem com outras redes de dados durante a votação. Por isso, os dados são transmitidos posteriormente por uma rede de comunicação utilizada especificamente para essa finalidade.
Em locais onde a transmissão apresenta dificuldades por causa do acesso ou da infraestrutura disponível, a Justiça Eleitoral utiliza procedimentos específicos para encaminhar os arquivos.
Assim, o resultado registrado na urna não depende de uma conexão direta com a internet para ser produzido.
Arquivo passa por verificações antes da totalização
Depois que os dados chegam aos sistemas da Justiça Eleitoral, os arquivos passam por procedimentos de conferência antes de serem incorporados à totalização.
Entre as verificações está a conferência da assinatura digital. O mecanismo permite verificar a autenticidade e a integridade do arquivo e confirmar que o resultado foi produzido pela urna eletrônica cadastrada para aquela seção.
Somente depois dessas etapas os resultados são incorporados ao sistema de totalização.
O processo permite que os dados sejam associados à respectiva seção eleitoral e que os resultados utilizados para formar o resultado geral possam ser consultados.
TSE reúne resultados de todas as seções
Na etapa final, os resultados das seções eleitorais são reunidos no processo de totalização.
O TSE divulga o resultado consolidado e também disponibiliza os dados correspondentes às seções eleitorais. Dessa forma, é possível verificar os resultados individuais que formam o total divulgado pela Justiça Eleitoral.
O processo, portanto, não começa apenas quando o TSE apresenta os números na televisão ou nos canais oficiais. Antes disso, cada seção precisa concluir a votação, gerar seu resultado, registrar os dados, transmitir o arquivo e passar pelas verificações previstas.
Entenda o caminho do voto
De forma resumida, o percurso dos dados após o encerramento da votação segue estas etapas:
1. Encerramento da votação: às 17h, no horário de Brasília. Quem estiver na fila e tiver recebido senha ainda pode votar.
2. Apuração na urna: depois que o último eleitor vota, a urna calcula o resultado daquela seção.
3. Impressão do Boletim de Urna: são impressas cinco vias com os votos de cada candidatura e legenda e os dados de comparecimento.
4. Gravação dos dados: as informações são armazenadas na mídia de resultado.
5. Transmissão: o arquivo é encaminhado aos sistemas da Justiça Eleitoral por uma rede destinada a essa finalidade.
6. Conferência: os sistemas verificam a autenticidade e a integridade dos arquivos, incluindo a assinatura digital.
7. Totalização: os resultados das seções são incorporados ao sistema e reunidos para formar o resultado consolidado da eleição.
O percurso mostra que o fim da votação é apenas o início de uma sequência de procedimentos até a divulgação do resultado. Em cada seção eleitoral, o resultado é registrado e pode ser conferido a partir do Boletim de Urna e dos dados posteriormente disponibilizados pela Justiça Eleitoral.

















