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Nova ação apreendeu três aeronaves, dois celulares e substância semelhante à cocaína; operação reúne Força Penal Nacional e Polícia Penal de MS

A tentativa de usar drones para levar materiais ilícitos para dentro da Máxima de Campo Grande resultou na interceptação de 11 aeronaves desde 20 de agosto, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Na ocorrência mais recente, divulgada nesta segunda-feira (28), três drones foram apreendidos, além de dois celulares e uma substância com características semelhantes à cocaína.

As ações ocorrem no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC) e envolvem agentes da Força Penal Nacional (FPN) e da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul. A força federal está no Estado para apoiar as ações de segurança nas unidades prisionais e também realizar treinamento com policiais penais estaduais.

O uso de drones passou a ser um dos alvos das operações diante das tentativas de utilizar as aeronaves remotamente pilotadas para transportar objetos e substâncias para dentro dos presídios.

A Senappen não informou, na publicação, a quantidade ou o tipo de materiais que teriam sido transportados nas 11 ocorrências nem se houve prisões relacionadas às tentativas.

Três drones apreendidos na nova ocorrência

Na ação mais recente, além dos três drones, os policiais penais localizaram dois aparelhos celulares e uma substância com características análogas à cocaína.

Os equipamentos foram interceptados durante a atuação conjunta na unidade. A ocorrência integra a série de apreensões registrada desde 20 de agosto, que elevou para 11 o número de drones apreendidos ou interceptados na Máxima.

A estratégia também envolve a identificação de novas formas utilizadas para tentar fazer materiais chegarem aos presos. Segundo a Senappen, os resultados das ações são utilizados para avaliar e aperfeiçoar os protocolos de segurança contra o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nos presídios.

Força federal atua também no treinamento

A presença da Força Penal Nacional em Mato Grosso do Sul não se limita às operações. Os policiais federais também participam da capacitação de agentes estaduais.

A proposta é aproveitar as ocorrências em ambiente real para aperfeiçoar procedimentos de segurança, com troca de experiências entre as equipes e aplicação prática das técnicas utilizadas na prevenção e interceptação de drones.

O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, afirmou que a cooperação entre os governos federal e estadual é necessária diante das novas formas de atuação do crime organizado.

“O enfrentamento ao crime organizado exige integração, inteligência e capacidade técnica. A atuação conjunta permite compartilhar conhecimento, aperfeiçoar procedimentos e fortalecer as polícias penais para responder aos novos desafios da segurança prisional”, afirma.

O diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Rodrigo Rossi Maiorchini, também destacou o treinamento conjunto.

“O reforço da Força Penal Nacional soma experiência ao trabalho desenvolvido pelos nossos policiais penais. Hoje enfrentamos desafios que envolvem novas tecnologias e, para isso, precisamos de profissionais preparados, equipamentos adequados e protocolos cada vez mais eficientes. Essa integração permite treinar nossas equipes na prática e fortalecer a segurança das unidades”, reforça.

Atuação também ocorre em Dourados

A Força Penal Nacional foi autorizada a atuar em Mato Grosso do Sul pela Portaria MJSP nº 1.280, de 13 de agosto de 2026.

O ato prevê atividades no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande, e na Penitenciária Estadual de Dourados. A atuação inclui treinamento, capacitação e desenvolvimento de protocolos de segurança.

A FPN reúne policiais penais federais e estaduais em ações temporárias de cooperação com as administrações penitenciárias. A atuação pode envolver apoio técnico, operacional e gerencial.

No caso de Mato Grosso do Sul, uma das frentes de trabalho é o enfrentamento ao uso de drones para introdução de materiais ilícitos nas unidades prisionais.

A sequência de apreensões na Máxima ocorre em um período de pouco mais de um mês. Desde 20 de agosto, foram 11 drones interceptados, segundo a Senappen, em ações que passaram a combinar fiscalização da unidade, tecnologia e treinamento operacional das equipes.

Com informações e imagem da Secretaria Nacional de Políticas Penais

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