Carregando…

Compartilhe

54 das 81 cadeiras da Casa estarão em disputa; veja a ordem de votação, como funciona o voto para senador e o que pode anular a escolha

Nas eleições de 2026, o eleitor terá uma etapa a mais na urna eletrônica que pode causar confusão: serão dois votos para o Senado Federal. Neste domingo (4), cada eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes para ocupar as duas vagas destinadas ao seu estado.

A mudança em relação à eleição de 2022 ocorre porque neste ano haverá renovação de dois terços do Senado. Das 81 cadeiras da Casa, 54 estarão em disputa, sendo duas para cada estado e para o Distrito Federal. As outras 27 permanecem com os senadores eleitos em 2022, já que o mandato para o cargo é de oito anos.

Na prática, o eleitor precisará digitar e confirmar dois números diferentes na urna. Primeiro, escolherá um candidato ao Senado e confirmará o voto. Depois, a urna abrirá novamente a opção para senador, quando deverá ser escolhido outro candidato.

Dois votos, dois candidatos

Um dos principais pontos de atenção é que os votos para o Senado precisam ser destinados a candidatos diferentes.

Caso o eleitor digite o mesmo número nas duas oportunidades, o primeiro voto será considerado válido, enquanto o segundo será automaticamente anulado pela urna.

Também não existe voto de legenda para senador. O eleitor deve digitar os três dígitos correspondentes ao número do candidato. Se informar apenas o número do partido, o voto será considerado nulo.

Outra regra é que o eleitor só poderá votar nos candidatos que disputam as vagas de seu próprio estado ou do Distrito Federal. Não é possível escolher um candidato registrado em outra unidade da Federação.

Como será a sequência na urna

O voto para senador não será o primeiro da votação. A ordem prevista para a urna eletrônica começa pelos cargos da Câmara e passa pelo Senado antes de chegar aos cargos do Executivo.

A sequência será:

  1. Deputado federal;
  2. Deputado estadual ou distrital;
  3. Primeiro voto para senador;
  4. Segundo voto para senador;
  5. Governador;
  6. Presidente da República.

Somente depois da confirmação do segundo voto para senador a urna liberará a votação para governador.

Ao contrário das disputas para presidente e governador, a eleição para o Senado não tem segundo turno. Em cada estado e no Distrito Federal, serão eleitos os dois candidatos mais votados.

Voto duplo já causou confusão

A necessidade de escolher dois senadores não é novidade nas eleições brasileiras, mas aparece apenas em determinados ciclos eleitorais. Em 2018, quando também estavam em disputa duas vagas por unidade da Federação, milhões de eleitores deixaram uma das opções sem preenchimento ou votaram em branco ou nulo.

Segundo dados citados pelo Senado, cerca de 63 milhões de votos para o Senado foram registrados naquela eleição nessa situação, fenômeno chamado de “voto incompleto”.

A alternância ocorre porque os senadores têm mandato de oito anos. Nas eleições de 2030, por exemplo, apenas 27 cadeiras serão renovadas e o eleitor voltará a votar em um senador. Em 2034, novamente serão escolhidos dois por estado e pelo Distrito Federal.

Colinha pode, celular não

Para evitar erros na hora da votação, a Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve uma anotação em papel com os números dos candidatos. A chamada “colinha” também pode ajudar a diminuir o tempo de permanência na cabine.

O celular, porém, não pode ser levado para a cabine de votação. O aparelho deverá permanecer desligado e ser entregue aos mesários antes que o eleitor entre no espaço reservado para votar. A recusa em cumprir a regra pode impedir a pessoa de votar.

Para o Senado, a anotação deve conter os números de dois candidatos diferentes, cada um com três dígitos. Não há voto de legenda e não é permitido escolher candidato de outro estado.

A principal diferença para a eleição de 2022, portanto, estará justamente no momento em que o eleitor chegar ao Senado: em vez de uma confirmação, serão duas escolhas consecutivas antes de a urna liberar o voto para governador.

Com informações e imagem da Agência Senado

Os comentários a seguir não representam a opinião do Portal Total News

Deixe um comentário