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André Brandão deverá responder a vereadores no dia 27; sessão foi encerrada após confusão no plenário, e CPI para investigar contratos aguarda análise jurídica

A Câmara Municipal de Campo Grande remarcou para a próxima terça-feira (27) a convocação do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, para prestar esclarecimentos sobre o serviço de tapa-buraco na capital. A oitiva, prevista para terça-feira (20), foi interrompida após um tumulto no plenário, que levou ao encerramento da sessão por falta de segurança.

O presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), confirmou a nova data após reunião com os parlamentares. Segundo ele, o requerimento que convocou o secretário continua válido, sem necessidade de nova votação.

“O requerimento é válido. Eu só transferi ele pra terça-feira porque hoje nós não tivemos segurança pra continuar a sessão diante de tudo que lamentavelmente aconteceu hoje”, afirmou Papy.

A convocação foi aprovada pelos vereadores diante das reclamações sobre as condições das ruas e a falta de eficiência dos serviços de manutenção do asfalto. A expectativa era que Brandão apresentasse informações técnicas sobre a execução dos trabalhos e respondesse aos questionamentos dos parlamentares.

O secretário havia iniciado a explanação quando a confusão começou. Um servidor público municipal que acompanhava a sessão quebrou uma maquete de isopor que representava o asfalto e um buraco, levada à Câmara por um cidadão. O objeto foi arremessado na direção do espaço reservado aos vereadores, e guardas civis metropolitanos precisaram intervir.

Papy classificou o episódio como lamentável e disse que a Câmara não esperava uma situação de violência. O presidente afirmou que a convocação tinha como objetivo atender à cobrança dos moradores, e não promover um embate político com a prefeitura.

“A convocação do secretário nada mais é do que uma resposta à sociedade de Campo Grande”, declarou. Segundo o presidente, a segurança será reforçada para a sessão da próxima semana.

CPI do tapa-buraco segue em tramitação

Além da convocação de Brandão, os vereadores avançam na articulação para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tapa-buraco. O requerimento, de autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), reúne 28 assinaturas e prevê prazo inicial de 120 dias para a investigação.

Entre os pontos previstos estão a apuração de possíveis irregularidades nos contratos, a redução dos investimentos destinados à manutenção das vias em 2026 e o descumprimento de prazos para respostas a pedidos de informação aprovados pelo plenário.

O pedido será encaminhado à Procuradoria Jurídica da Câmara, que deverá emitir parecer sobre os aspectos regimentais antes da instalação da comissão.

Papy afirmou que a definição dos integrantes também exige negociação entre os vereadores para respeitar a proporcionalidade partidária. Segundo ele, mais de 12 parlamentares demonstraram interesse em ocupar as cinco vagas da CPI.

O presidente ressaltou que a convocação do secretário e a investigação parlamentar são instrumentos distintos. Para ele, embora a CPI possa ajudar a esclarecer responsabilidades, a prioridade é encontrar uma solução para os problemas nas ruas da capital.

“A CPI é um instrumento, mas o que nós queremos de verdade é a solução para os problemas, são os buracos tapados”, afirmou.

A nova sessão deve abrir espaço para que o secretário apresente os dados que não conseguiu detalhar na reunião interrompida. Até lá, o requerimento de convocação permanece válido, enquanto a CPI depende do parecer jurídico e da definição de seus integrantes.

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