Produto foi apreendido com suspeito de roubo ocorrido no Paraguai; dupla apresentou nota fiscal ideologicamente falsa para tentar obter a restituição da mercadoria
A Polícia Civil prendeu dois homens em flagrante em Campo Grande após identificar uma nota fiscal ideologicamente falsa apresentada para tentar recuperar uma carga de cabelo humano apreendida durante uma investigação. O material, avaliado em R$ 22 mil, é parte de uma mercadoria roubada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, no dia 11 de outubro.
A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco) e pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Segundo a Polícia Civil, o roubo provocou um prejuízo estimado em R$ 440 mil, com a subtração de aproximadamente 60 quilos de cabelo humano.
Do total levado pelos criminosos, pouco mais de 3 quilos foram recuperados em Campo Grande, nesta segunda-feira (19). A mercadoria estava em poder de E.J.S.R., de nacionalidade paraguaia, apontado como um dos suspeitos de participação no crime ocorrido em território estrangeiro.
Nota fiscal levantou suspeita
De acordo com a Polícia Civil, E.J.S.R. compareceu acompanhado de T.A.A.R. para tentar obter a restituição do cabelo apreendido, sob a alegação de que a mercadoria estava relacionada a uma operação de descaminho.
Para sustentar o pedido, os dois apresentaram uma nota fiscal eletrônica emitida em nome de T.A.A.R. Durante a verificação da autenticidade e da regularidade do documento, os policiais identificaram indícios de falsidade ideológica.
Diante da constatação, os dois receberam voz de prisão em flagrante pelo crime de uso de documento falso.
A investigação sobre a origem da carga está relacionada ao roubo ocorrido em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.
A Polícia Civil não informou se os presos permanecem detidos nem detalhou eventuais desdobramentos da investigação sobre o roubo da mercadoria.
* A Polícia utiliza as iniciais dos nomes dos envolvidos para preservar suas identidades durante a investigação policial, especialmente antes de eventual condenação judicial. A medida também busca evitar exposição indevida e respeitar os direitos dos investigados.

















