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Levantamento da Receita Federal mostra que o setor de serviços concentra a maior parte das empresas, enquanto os pequenos negócios representam cerca de 95% dos empreendimentos

Campo Grande concentra 146.443 empresas ativas e responde por 41,36% de todos os estabelecimentos em funcionamento em Mato Grosso do Sul, segundo dados da Receita Federal compilados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). O levantamento mostra que a Capital mantém a liderança econômica do estado e reúne quatro em cada dez empresas sul-mato-grossenses.

O setor de serviços concentra a maior parte da estrutura empresarial do município, com 84.225 empresas, o equivalente a 57,5% do total. Na sequência aparecem o comércio, com 37.878 estabelecimentos, a construção civil (12.357) e a indústria (10.705), formando uma base econômica diversificada.

Outro destaque do levantamento é a presença dos pequenos negócios. Os microempreendedores individuais (MEIs) somam 74.624 registros e representam a maior parcela das empresas da Capital. Juntos, MEIs, microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) correspondem a aproximadamente 95% dos empreendimentos existentes no município, reforçando a participação desse segmento na geração de emprego e renda.

Na avaliação do secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a predominância dos pequenos negócios reforça a importância das políticas públicas voltadas ao empreendedorismo.

“O pequeno empresário movimenta a economia diariamente. É ele quem gera empregos, presta serviços, movimenta o comércio e contribui para o crescimento da cidade. Por isso, a Prefeitura trabalha para oferecer um ambiente cada vez mais simples e seguro para quem deseja empreender.”

Entre as medidas citadas pela prefeitura está a Lei Municipal de Liberdade Econômica, que simplificou os processos para abertura de empresas e dispensou a exigência de alvará para centenas de atividades classificadas como de baixo risco. Segundo a administração municipal, a iniciativa reduziu etapas burocráticas, agilizou a formalização de novos negócios e ampliou a segurança jurídica para empreendedores e investidores, tornando Campo Grande mais competitiva na atração de novos empreendimentos.

Além de facilitar a abertura de empresas, a legislação permite que pequenos empreendedores iniciem suas atividades com mais rapidez, reduzindo custos e incentivando a formalização.

A Semades atribui o desempenho econômico da Capital também à diversificação da economia. Além dos serviços, setores como comércio, construção civil, indústria e agronegócio contribuem para uma base econômica mais sólida e menos dependente das oscilações de um único segmento.

Segundo a secretaria, indicadores como a expansão do setor de serviços, o fortalecimento do comércio exterior e a manutenção de baixos índices de desemprego reforçam o cenário positivo. A expectativa é que esse ambiente continue sendo impulsionado ao longo de 2026 pela simplificação de processos administrativos, pela digitalização dos serviços públicos e pela continuidade das políticas de incentivo ao desenvolvimento econômico.

A prefeita Adriane Lopes afirmou que a administração pretende manter as ações de incentivo ao empreendedorismo e à atração de investimentos.

“Quando criamos condições para que as empresas cresçam, toda a cidade cresce junto. Nosso objetivo é continuar construindo um ambiente favorável aos investimentos, fortalecendo a economia e ampliando as oportunidades para os campo-grandenses”, conclui a prefeita Adriane Lopes.

Os dados fazem parte da edição de junho do Boletim Econômico da Semades, publicado no portal da Prefeitura de Campo Grande.

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