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Cadela idosa teria esperado por três dias pelo companheiro que ficou preso no córrego; professora que ajudou no resgate agora busca uma família disposta a acolher os dois juntos

Dois cães que enfrentaram dias difíceis nas proximidades do Córrego do Horto, em Campo Grande, agora precisam de ajuda para encontrar um lar. A professora de inglês Amanda Paschoalino tenta localizar um cachorro branco que estava preso no córrego e encontrar uma família que possa acolhê-lo junto da companheira, uma cadela preta, idosa e de comportamento tranquilo.

Segundo Amanda, a cadela teria permanecido nas proximidades do local por cerca de três dias, à espera do outro animal. A situação chegou ao conhecimento da professora por meio de uma publicação no Facebook, que relatava a presença do cachorro branco dentro do córrego e a dificuldade para retirá-lo.

Preocupada com os riscos que o animal poderia enfrentar, Amanda procurou a responsável pela publicação para saber mais sobre o caso. Ela também buscou ajuda de diferentes pessoas e instituições, mas afirma que não conseguiu uma solução efetiva para o resgate.

Na terça-feira (27), decidiu ir pessoalmente ao Córrego do Horto, em frente ao Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), para procurar o cachorro. Ao encontrá-lo, percebeu que ele aparentava estar bem fisicamente, apesar do período em que teria permanecido no local.

A professora afirma que tentou novamente conseguir ajuda dos órgãos públicos, mas, diante da falta de uma solução, decidiu procurar uma alternativa para retirar o animal do córrego.

Trabalhadores estrangeiros ajudaram no resgate

Durante o trajeto de volta ao trabalho, Amanda viu um grupo de trabalhadores estrangeiros que atuavam na região. Ela pediu que a ajudassem a retirar o cachorro e ofereceu dinheiro pelo serviço. Os homens aceitaram e desceram até o córrego para tentar alcançar o animal.

Segundo a professora, os trabalhadores se esforçaram para realizar o resgate e chegaram a se machucar durante a ação. Com a ajuda deles, ela conseguiu retirar o cachorro do local.

O animal, porém, se assustou com a movimentação e fugiu antes que Amanda conseguisse levá-lo para um lugar seguro. Sem conseguir capturá-lo novamente e precisando retornar ao trabalho, ela teve de interromper a tentativa.

Amanda conta que usou o dinheiro que tinha disponível para pagar os trabalhadores e, naquele momento, não possuía recursos para providenciar o transporte do cachorro até um veterinário.

Durante o resgate, algumas pessoas começaram a filmar a movimentação e acionaram a polícia. A professora relata que os policiais a trataram de maneira hostil e mandaram os trabalhadores embora, sem se oferecer para ajudar na retirada do animal.

Apesar de não ter conseguido levar o cachorro para casa, Amanda continua mobilizada para encontrá-lo e garantir que ele e a companheira tenham um destino seguro.

Professora relata dificuldades para conseguir ajuda

Além da preocupação com os cães, Amanda critica o atendimento que recebeu ao tentar conseguir apoio para o resgate. Segundo ela, as tentativas de contato com diferentes pessoas e instituições foram marcadas por respostas vagas, sem encaminhamentos que resolvessem a situação.

Ao procurar o Corpo de Bombeiros, a professora afirma que recebeu a informação de que o caso seria registrado e que a equipe avaliaria o que poderia ser feito. Ela também se diz frustrada com a justificativa de que os animais seriam cães de rua acostumados a permanecer naquela região.

Amanda relata ainda que ficou insatisfeita com a abordagem dos policiais que passaram pelo local durante o resgate. Segundo ela, os agentes fizeram perguntas de maneira agressiva e sarcástica e não ajudaram na ação.

As críticas correspondem ao relato da professora. A versão dos órgãos citados não foi apresentada nesta reportagem.

Outro ponto levantado por Amanda é a ausência de grades nos córregos de Campo Grande. Na avaliação dela, a falta de barreiras pode facilitar a queda de animais e aumentar os riscos nesses locais.

A professora também menciona comentários de pessoas que levantaram a possibilidade de cães serem jogados nos córregos, mas não há confirmação sobre como os dois animais chegaram à região.

Cães precisam encontrar um lar juntos

Amanda afirma que os dois cães pareciam bem cuidados. O cachorro branco, segundo ela, era dócil e não demonstrou comportamento agressivo durante a tentativa de resgate. A cadela preta também é descrita como tranquila, além de ser idosa, grande e gordinha.

A aparência dos animais chamou a atenção da professora, que acredita que eles não pareciam viver há muito tempo nas ruas. No entanto, não há informações confirmadas sobre a existência de tutores ou sobre as circunstâncias em que foram parar nas proximidades do córrego.

Agora, a prioridade é localizar o cachorro branco e encontrar uma família que possa receber os dois animais juntos. A professora considera importante preservar a companhia entre eles, especialmente porque a cadela teria permanecido nas proximidades do local durante os dias em que o outro cão estava preso.

A mobilização continua para que os animais deixem a situação de vulnerabilidade e encontrem um lugar seguro. A expectativa é que a divulgação do caso ajude a alcançar pessoas dispostas a acolhê-los e oferecer uma nova oportunidade aos dois companheiros.

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