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Governo federal reconheceu situação de emergência nesta quarta-feira; Prefeitura terá de detalhar aplicação dos recursos para recuperar cidade

A Prefeitura de Campo Grande estima em R$ 40 milhões o custo para recuperar estruturas e serviços atingidos pelo temporal de 10 de setembro. O valor foi apresentado pela prefeita Adriane Lopes (PP) ao governo federal em reunião realizada na terça-feira (15), em Brasília, e inclui intervenções em infraestrutura urbana, educação, saúde e assistência social.

O pedido ganhou um novo respaldo nesta quarta-feira (16), quando o governo federal reconheceu oficialmente a situação de emergência de Campo Grande. A medida foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Portaria nº 3.065, de 15 de setembro, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ligada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

A portaria reconhece a situação de emergência provocada por vendaval e tem como referência o Decreto municipal nº 16.735, de 11 de setembro de 2026. O processo federal é o nº 59051.048184/2026-83.

Na prática, o reconhecimento federal abre caminho para que o município busque mecanismos de apoio da União para enfrentar os danos provocados pelo desastre. Isso, porém, não significa que os R$40 milhões já tenham sido liberados. O montante é uma estimativa apresentada pela Prefeitura com base em um relatório técnico.

Prefeitura calcula prejuízo de R$ 40 milhões

O valor chama atenção e reúne áreas diferentes da administração municipal. Segundo a Prefeitura, os R$ 40 milhões seriam necessários para ações de recuperação em infraestrutura urbana, educação, saúde e assistência social.

O próximo passo será transformar a estimativa em projetos e ações com custos detalhados, indicando quais estruturas precisam ser recuperadas, quanto cada intervenção deverá custar e quais recursos serão solicitados à União.

Essa etapa será decisiva para dimensionar quanto do valor estimado efetivamente será financiado pelo governo federal e quais despesas permanecerão sob responsabilidade do município.

Até o momento, portanto, não há indicação de que Campo Grande tenha recebido R$ 40 milhões. O que existe é uma estimativa municipal apresentada ao governo federal após o levantamento dos estragos.

Temporal atingiu diferentes regiões

O temporal de 10 de setembro foi classificado pela Defesa Civil como tempestade local/convectiva com vendaval. Os ventos ultrapassaram 85 km/h e chegaram perto de 100 km/h em alguns pontos da capital.

Em apenas uma hora, entre 17h e 18h, foram registradas 5.270 descargas atmosféricas.

Os danos alcançaram ruas, calçadas, ciclovias, sistemas de drenagem, pavimentação, iluminação pública e semáforos. Árvores, galhos, postes e outras estruturas também foram derrubados.

Houve ainda interrupções temporárias nos serviços de energia elétrica, abastecimento de água e telecomunicações, além do acúmulo de resíduos e detritos nas vias.

Até as 15h de 11 de setembro, a Sisep havia contabilizado mais de 40 pontos de atendimento em pelo menos 30 vias e localidades, segundo levantamento divulgado pela Prefeitura. As equipes atuaram na retirada de árvores, limpeza, desobstrução de ruas, drenagem, iluminação e recuperação de estruturas.

Reconhecimento federal veio após pedido em Brasília

A prefeita Adriane Lopes foi a Brasília, acompanhada dos vereadores Beto Avelar (PP) e Landmark Rios (PT), do deputado federal Vander Loubet (PT), que articulou o encontro entre a prefeitura e a União, do secretário especial de Assuntos Federativos, Ilario Marques, e do coordenador-geral da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul e do coronel QOBM Hugo Djan Leite, na terça-feira para apresentar o relatório dos danos ao ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães.

Na reunião, a prefeita afirmou que o município pretende elaborar um plano de restabelecimento para recuperar as áreas atingidas. Segundo ela, o governo federal havia informado que reconheceria a situação de emergência.

O ministro José Guimarães também afirmou que a União deverá apoiar Campo Grande diante dos danos provocados pelo vendaval.

Com a situação de emergência reconhecida, a atenção passa para a execução. A Prefeitura ainda precisará apresentar os projetos, detalhar os danos e demonstrar onde os recursos serão aplicados.

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