Quase metade da população adulta do Centro-Oeste está com o nome negativado, segundo dados de julho de 2026 da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. A região, que inclui Mato Grosso do Sul, soma 6,41 milhões de consumidores negativados, o equivalente a 48,39% da população adulta.
O percentual está acima da média nacional. No Brasil, 75,08 milhões de pessoas estavam inadimplentes em julho, o que representa 44,75% da população adulta. Na comparação com julho de 2025, o número de consumidores negativados no Centro-Oeste cresceu 6,34%.
Para a presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS), Inês Santiago, o avanço da inadimplência tem impacto direto no comércio.
“Quando praticamente metade da população adulta da nossa região está negativada, isso mostra que existe uma parcela muito grande das famílias com dificuldade para organizar o orçamento e voltar a consumir. O varejo sente esse impacto diretamente. Precisamos olhar para políticas que facilitem a renegociação, a recuperação do crédito e a volta dessas pessoas ao mercado de consumo”, afirma.
Dívidas passam de R$ 5 mil por inadimplente
Em julho, cada consumidor inadimplente no Brasil devia, em média, R$ 5.205,30. Quase 29% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500, enquanto 41,16% acumulavam pendências de até R$ 1 mil.
Os dados também mostram que as contas básicas estão entre as que mais contribuíram para o aumento da inadimplência. As dívidas relacionadas a água e energia elétrica tiveram o maior crescimento entre os setores pesquisados, com alta de 22%.
Na sequência aparecem os bancos, com aumento de 12,92%, e o setor de comunicação, com alta de 12,62%.
O comércio, por outro lado, registrou redução de 0,55% na quantidade de dívidas em atraso.
Mesmo com a queda, os bancos continuam concentrando a maior parte das pendências dos brasileiros, com 65,91% do total. As contas de água e energia representam 10,63%, outros segmentos respondem por 9,58% e o comércio aparece com 8,21%.
Os números mostram o peso da inadimplência sobre o orçamento das famílias e também sobre o comércio, já que consumidores com o nome negativado enfrentam mais dificuldades para acessar crédito e retomar o consumo.



















