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Levantamento mostra que 92% dos microempreendedores individuais com CNPJ estão operando; quase metade dos negócios tem mais de cinco anos

O Brasil atingiu o maior percentual de microempreendedores individuais (MEIs) em atividade desde o início da série histórica da pesquisa Perfil do MEI e da MPE, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Segundo o levantamento, 92% dos MEIs com CNPJ estão operando normalmente, índice 20 pontos percentuais superior ao registrado em 2019.

Os dados mostram também que os pequenos negócios estão permanecendo mais tempo no mercado. Entre os microempreendedores individuais, 44% atuam há mais de cinco anos, enquanto 19% mantêm suas atividades há mais de uma década. Essa última parcela também representa o maior resultado da série histórica.

A pesquisa ouviu mais de 14 mil representantes de pequenos negócios em todas as regiões do país e analisou a situação dos microempreendedores individuais e das micro e pequenas empresas (MPEs).

Entre as micro e pequenas empresas, o percentual de negócios em funcionamento chegou a 97%. O resultado permaneceu estável em relação à edição anterior, de 2024, quando o indicador também alcançou o maior patamar da série. Mais de um terço dessas empresas, 34%, está no mercado há mais de dez anos.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os números refletem o cenário econômico e o papel do empreendedorismo como alternativa para ampliar a renda e concretizar projetos pessoais.

“Um registro de CNPJ não significa, por si só, que a empresa está em atividade, então esse alto índice de empresas realmente operando é um retrato importante da força dos pequenos negócios como impulsionador do desenvolvimento local e nacional”, afirmou.

Longevidade depende de crédito e qualificação

Na avaliação de Lima, a permanência dos pequenos negócios no mercado está relacionada a fatores como ambiente favorável para empreender, qualificação dos responsáveis pelas empresas, acesso ao crédito e capacidade de adaptação às mudanças econômicas e de consumo.

O presidente do Sebrae também defendeu políticas que ajudem os microempreendedores a manter suas atividades e a avançar para outras categorias empresariais. Segundo ele, o MEI amplia o acesso à formalização e oferece uma porta de entrada para quem deseja trabalhar por conta própria.

A formalização, porém, não garante que uma empresa continue funcionando. Por isso, a pesquisa diferencia os negócios que possuem CNPJ daqueles que efetivamente permanecem em operação, indicador que permite acompanhar a continuidade das atividades.

Os resultados também apontam diferenças entre os dois grupos pesquisados. Embora a proporção de micro e pequenas empresas em funcionamento seja maior, com 97%, os MEIs registram avanço expressivo na comparação com 2019 e ampliam a participação de negócios com mais tempo de mercado.

O levantamento não detalha, no material divulgado, quais setores concentram os maiores índices de atividade nem apresenta uma taxa específica de sobrevivência para cada ano de abertura. Ainda assim, os dados mostram que a maioria dos microempreendedores individuais formalizados segue operando e que a parcela com mais de dez anos de atividade alcançou um novo recorde.

A pesquisa reforça a relevância dos pequenos negócios para a economia brasileira, mas também evidencia a importância de condições que favoreçam a continuidade das empresas, como acesso a financiamento, capacitação e adaptação às exigências do mercado.

Com informações e imagem da Agência Sebrae

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