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O dólar voltou a cair nesta segunda-feira (6) e fechou cotado a R$ 5,132, no menor patamar desde 17 de junho. A terceira queda consecutiva da moeda norte-americana foi impulsionada pelo cenário externo, pela valorização das commodities exportadas pelo Brasil e pela expectativa dos investidores em relação aos próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos e do Brasil.

Com o resultado, o dólar acumula recuo de 0,60% nos primeiros pregões de julho e desvalorização de 6,50% frente ao real em 2026.

Sem indicadores econômicos de maior impacto no Brasil, o mercado de câmbio foi influenciado principalmente pela alta de produtos como soja e minério de ferro, além do recorde recente nas exportações brasileiras de carne. Esses fatores favorecem a entrada de dólares na economia e ajudam a fortalecer a moeda brasileira.

Ao longo do dia, o dólar também perdeu força no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de moedas fortes, terminou praticamente estável, após oscilar durante a sessão.

Os investidores agora aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, prevista para quarta-feira (8). O documento poderá oferecer novos sinais sobre a trajetória dos juros na maior economia do mundo.

No cenário doméstico, o mercado também acompanha fatores que podem influenciar os próximos movimentos do câmbio, como a proximidade das eleições de 2026, as discussões sobre a política fiscal a partir de 2027 e a audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras.

Outra expectativa da semana é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, marcada para sexta-feira (10). O indicador é considerado um dos principais parâmetros para as decisões de política monetária e pode influenciar as expectativas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos.

*informações e Imagem: Agência Brasil

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