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Em sua primeira coletiva como presidente da Fecomércio-MS, Juliano Wertheimer destacou o turismo de negócios, a qualificação de mão de obra e a integração das empresas locais aos grandes investimentos em curso no estado

Enquanto Mato Grosso do Sul vive um ciclo de expansão impulsionado pela indústria, pelo agronegócio e por obras de infraestrutura, o comércio e o setor de serviços ainda enfrentam desafios para acompanhar esse crescimento. A avaliação foi feita pelo novo presidente da Fecomércio-MS, Juliano Wertheimer, durante sua primeira coletiva de imprensa após tomar posse nesta terça-feira (16).

Entre as estratégias para ampliar a participação do setor na economia, Wertheimer defendeu investimentos em turismo de negócios e a construção de um centro de convenções em Campo Grande. Segundo ele, a falta de estrutura para receber grandes eventos limita a atração de visitantes, empresas e oportunidades para o estado.

“Nós não queremos competir com São Paulo. Queremos competir com Cuiabá, Goiânia e Brasília”, destacou Juliano.

Para o presidente, Mato Grosso do Sul tem potencial para ampliar sua presença no mercado de eventos corporativos e aproveitar melhor o momento de crescimento impulsionado pela indústria da celulose e pela Rota Bioceânica.

Segundo ele, os impactos desse tipo de atividade vão além da Capital. A movimentação de visitantes beneficia hotéis, restaurantes, transportadoras e prestadores de serviços, além de estimular o turismo em outras regiões do estado. “O turismo de negócios irradia para o interior. As pessoas vêm para participar dos eventos e depois circulam por destinos como Bonito e Pantanal”, explicou o novo presidente.

Para Wertheimer, o avanço da indústria da celulose e da Rota Bioceânica abre novas oportunidades para Mato Grosso do Sul. Para ampliar a participação do comércio local nesse ciclo de crescimento, a nova gestão pretende aproximar empresários das grandes cadeias produtivas e atuar como interlocutora entre investidores e empresas sul-mato-grossenses, com apoio do Sebrae e do Senac para qualificação e desenvolvimento dos negócios.

“O desenvolvimento econômico é um tripé baseado no agro, na indústria e no comércio. A gente tem visto o agro voando, a indústria voando, e o comércio tem ficado um pouco alheio a todo esse ciclo virtuoso”, afirmou

Falta de mão de obra preocupa setor

Outro desafio apontado pelo dirigente é a falta de mão de obra qualificada. Segundo ele, o problema afeta diversos segmentos da economia, incluindo turismo, tecnologia da informação, comércio e serviços.

“A falta de mão de obra não é um problema de um segmento específico. [Ela] atinge praticamente toda a economia. […] O desafio não é apenas qualificar, mas fazer com que as pessoas enxerguem oportunidades de carreira e permaneçam no mercado de trabalho”, concluiu.

Entre as medidas defendidas por Wertheimer está a ampliação das ações de capacitação profissional. Ele afirmou que o desafio não se limita à oferta de cursos, mas também ao engajamento das pessoas na busca por qualificação e oportunidades de carreira.

Segundo o presidente, o desafio da Fecomércio-MS será fazer com que o comércio e os serviços acompanhem o ritmo de crescimento observado em outros setores da economia, aproveitando as oportunidades abertas pelos novos investimentos e pela expansão da infraestrutura em Mato Grosso do Sul.

*Foto de capa: Comunicação Fecomércio MS

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