Seleção brasileira busca liderança do Grupo C da Copa do Mundo; técnico evita confirmar escalação, mas elogia jovem atacante e vê camisa 10 pronto para estrear no torneio
A seleção brasileira chega à última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 com duas missões: garantir a classificação às oitavas de final e confirmar a liderança do Grupo C. Para o confronto desta quarta-feira (24) contra a Escócia, às 18h (no horário de MS), em Miami, o técnico Carlo Ancelotti deu sinais de mudanças na equipe e abriu caminho para o retorno de Neymar.
Recuperado de uma lesão grau dois na panturrilha direita, o camisa 10 treinou normalmente nos últimos dias e voltou a ficar à disposição da comissão técnica. Embora a tendência seja que inicie a partida no banco de reservas, Ancelotti afirmou que o atacante tem condições físicas de atuar.
“Neymar trabalhou bem esta semana e estamos muito contentes com sua volta. Com a qualidade que ele tem, pode ajudar muito a equipe”, afirmou o treinador durante entrevista coletiva realizada na noite de terça-feira (23).
O retorno do principal jogador brasileiro acontece após mais de um mês afastado dos gramados. Caso entre em campo, Neymar fará sua estreia na atual edição da Copa do Mundo e disputará o quarto Mundial da carreira.
Rayan ganha força entre os titulares
A principal dúvida da equipe está no substituto de Raphinha, que sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita e está fora da partida.
Sem revelar a escalação, Ancelotti indicou que Rayan aparece como favorito para assumir a vaga. O atacante, revelado pelo Vasco e atualmente no Bournemouth, da Inglaterra, entrou bem na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti e recebeu elogios do treinador.
“Quando entrou contra o Haiti, fez um bom jogo. É um jogador com muito potencial e tem características importantes para abrir espaços e dar amplitude ao time”, explicou o italiano.
Rayan disputa posição com Luiz Henrique, mas o desempenho recente e a capacidade de atuar aberto pelos lados do campo parecem colocá-lo à frente na preferência da comissão técnica.
Brasil quer evitar mudanças de logística
Além da classificação, a seleção brasileira disputa a liderança da chave. Brasil e Marrocos somam quatro pontos cada, mas os brasileiros levam vantagem no saldo de gols.
Terminar em primeiro lugar representa um benefício estratégico importante. Nesse cenário, a delegação permanece concentrada em Nova Jersey durante a fase eliminatória, reduzindo deslocamentos e desgaste físico.
Caso avance como segundo colocado, o Brasil terá de viajar para Monterrey, no México, para disputar o primeiro mata-mata. Se avançar, ainda precisará retornar aos Estados Unidos para a sequência da competição.
Apesar da importância da situação do grupo, Ancelotti afirmou que a equipe está focada apenas no próprio desempenho.
“Não vamos pensar no jogo de Marrocos. Precisamos fazer o nosso trabalho e melhorar em relação ao que mostramos contra o Haiti. A Escócia tem uma boa equipe e também luta por uma classificação melhor”, disse.
Adversário ainda sonha com liderança
A Escócia chega à rodada decisiva com três pontos e ainda mantém chances matemáticas de terminar na liderança do grupo. Para isso, precisa vencer o Brasil e torcer por um tropeço de Marrocos diante do Haiti.
Os escoceses apostam na organização defensiva e no jogo físico para tentar surpreender a equipe brasileira, que ainda busca maior regularidade sob o comando de Ancelotti.
Depois de empatar na estreia e vencer o Haiti na segunda rodada, o Brasil vê o duelo desta quarta-feira como uma oportunidade de consolidar o trabalho do treinador italiano e ganhar confiança antes do início da fase eliminatória.
Com Neymar novamente à disposição e uma possível chance para Rayan entre os titulares, a seleção tenta transformar a última rodada da fase de grupos em um passo importante rumo ao mata-mata da Copa do Mundo.
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Com informações da Agência Brasil




















