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Categoria rejeitou proposta do banco e cobra reajuste maior, além de mudanças no custeio do Saúde Caixa

Os empregados da Caixa Econômica Federal da base do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). A paralisação ocorre após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico e a Convenção Coletiva de Trabalho.

A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada nos dias 3 e 4 de setembro. Segundo o sindicato, 87,59% dos trabalhadores que participaram da votação rejeitaram a proposta da Caixa.

O sindicato afirma ter comunicado oficialmente a decisão ao banco, aos clientes e à população na terça-feira (8), conforme determina a legislação que regulamenta o direito de greve.

A paralisação ocorre por tempo indeterminado e deve atingir as unidades da Caixa que integram a base sindical de Campo Grande e região.

O que os bancários reivindicam

Entre os principais pontos de discordância está a proposta econômica. De acordo com o sindicato, os trabalhadores reivindicavam reposição da inflação acrescida de 5% de ganho real.

A proposta apresentada pelos bancos, segundo a entidade, prevê 0,60% de ganho real sobre salários, vales e demais verbas econômicas.

Para os trabalhadores, a diferença representa perda de poder de compra diante da inflação e não atende às reivindicações apresentadas durante as negociações.

Outro ponto considerado central é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados do banco. A categoria contesta mudanças no modelo de custeio e o aumento da coparticipação, que, segundo o sindicato, elevam os gastos tanto para funcionários da ativa quanto para aposentados.

A entidade afirma que pretende pressionar a direção da Caixa a retomar as negociações e apresentar uma nova proposta.

Greve também ocorre em outras regiões

A mobilização não está restrita a Mato Grosso do Sul. Segundo o Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, a proposta da Caixa foi rejeitada em 128 bases sindicais em todo o país.

Em 93 dessas bases, os empregados aprovaram greve por tempo indeterminado.

O sindicato considera o resultado uma demonstração de insatisfação da categoria com os termos apresentados pelo banco e afirma que a paralisação busca aumentar a pressão durante as negociações.

Atendimento aos clientes

Com o início da greve, o funcionamento das agências poderá ser afetado, principalmente nas unidades em que houver adesão dos funcionários.

Clientes que precisam realizar serviços bancários devem ficar atentos ao funcionamento das agências e priorizar, quando possível, os canais digitais e eletrônicos da Caixa.

Serviços como pagamentos, transferências, consultas e outras operações podem continuar disponíveis pelos canais de atendimento remoto, embora procedimentos que dependam de atendimento presencial possam ser prejudicados pela paralisação.

A greve não significa necessariamente o fechamento de todas as agências, já que a adesão pode variar de uma unidade para outra.

Paralisação por tempo indeterminado

A greve começa nesta quinta-feira (10) e não tem data definida para terminar. A continuidade do movimento dependerá da evolução das negociações entre os trabalhadores e a Caixa.

A categoria afirma que poderá encerrar a paralisação caso uma nova proposta seja apresentada e aprovada pelos empregados.

O movimento foi convocado com base na Lei nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve e estabelece regras para paralisações de trabalhadores.

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