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Documento articulado pela CNI e pela Fiesp reúne entidades do setor industrial e pede respeito ao devido processo legal e ao Estado Democrático de Direito

A Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) aderiu ao Manifesto pela Justiça Brasileira, documento articulado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que reúne federações, sindicatos e associações do setor industrial em defesa da segurança jurídica, do devido processo legal e do Estado Democrático de Direito.

Publicado nesta quarta-feira (9), o manifesto afirma que o Brasil atravessa um momento de “especial relevância institucional” e sustenta que a confiança da população na Justiça é um dos pilares do funcionamento democrático.

O documento defende que os tribunais atuem de maneira imparcial e equilibrada e que os procedimentos adotados pelas instituições sejam públicos e transparentes. Para as entidades signatárias, essas medidas são necessárias para preservar a credibilidade da Justiça e fortalecer as instituições brasileiras.

Manifesto cita crise institucional

O texto afirma que a República enfrenta um “teste de integridade” e menciona as sucessivas crises ocorridas em Brasília e episódios envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação das entidades que assinam o documento, o cenário pode levar o país a um momento de maior gravidade institucional caso a confiança da população na Justiça seja comprometida.

O manifesto também defende que os tribunais funcionem como uma referência para cidadãos que procuram a Justiça para garantir seus direitos.

“A convivência social pacífica depende da atuação diária, imparcial e equilibrada da Justiça”, afirma o documento.

Entidades pedem afastamento de autoridades em casos relacionados

Um dos principais pontos do manifesto é a defesa de que autoridades que estejam sob suspeita ou sejam acusadas em determinados processos sejam afastadas da análise dos casos relacionados a elas.

Segundo as entidades, a medida permitiria garantir maior imparcialidade na tramitação dos processos e assegurar o respeito ao devido processo legal, além de possibilitar às autoridades envolvidas ampla oportunidade para esclarecer os fatos.

O documento pede ainda que o Plenário do STF se manifeste sobre o cenário em uma discussão “livre, pública e presencial”.

Para os signatários, o objetivo não é enfraquecer a Suprema Corte, mas fortalecer sua autoridade e preservar a confiança da sociedade na instituição.

Segurança jurídica é apontada como essencial para o país

A Fiems afirma que sua adesão integra uma mobilização do setor industrial brasileiro em torno do manifesto.

A entidade defende que instituições sólidas são fundamentais não apenas para o funcionamento da democracia, mas também para garantir estabilidade e segurança jurídica, fatores considerados relevantes para o ambiente econômico e para o desenvolvimento do país.

O documento sustenta que decisões institucionais devem seguir regras transparentes e procedimentos capazes de evitar situações de parcialidade ou favorecimento.

“Só o compromisso inegociável com a ética pode assegurar a credibilidade das instituições brasileiras”, diz o manifesto.

Documento reforça princípio de igualdade perante a lei

Ao final, o manifesto enfatiza o princípio de que todas as pessoas estão submetidas à legislação e não devem receber tratamento privilegiado diante das regras.

“Ninguém, ninguém está acima da lei”, afirma o texto.

A iniciativa busca ampliar o número de entidades do setor produtivo que apoiam a manifestação e dar maior representatividade às reivindicações relacionadas ao funcionamento das instituições de Justiça.

Com a adesão, a Fiems passa a integrar o grupo de entidades industriais que defendem publicamente o fortalecimento do devido processo legal, da transparência e da segurança jurídica no país.

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