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Ferramenta do governo federal permite impedir o uso do CPF em todas as bets legalizadas; mais de 1 milhão de pessoas já aderiram ao serviço desde o lançamento

O número de brasileiros que decidiram bloquear o próprio CPF para apostar em plataformas online cresceu 589% nas duas primeiras semanas da Copa do Mundo. Os dados são da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e refletem o aumento da procura pela Plataforma Centralizada de Autoexclusão, criada pelo governo federal para impedir o acesso às bets legalizadas.

Entre 15 e 28 de junho, a plataforma registrou média de 17.866 pedidos por dia. Na primeira quinzena de maio, antes do início do torneio, a média diária era de 2.594 solicitações.

Lançada em dezembro do ano passado, a ferramenta permite que o cidadão cadastre o CPF para bloquear, de forma simultânea, o acesso a todas as plataformas de apostas online autorizadas a funcionar no Brasil. Depois de processado, o pedido impede que o titular do documento utilize o próprio CPF para realizar apostas nesses sites.

Desde a criação do serviço, mais de 1 milhão de pessoas já aderiram à autoexclusão.

Os dados do Ministério da Fazenda também mostram uma mudança nos motivos que levaram os brasileiros a recorrer à ferramenta. Em maio, a principal justificativa era a perda de controle sobre o jogo, responsável por 43% dos pedidos.

Já nas duas primeiras semanas da Copa, a prevenção do uso dos dados pessoais em plataformas de apostas passou a liderar as solicitações, citada por 29,5% dos usuários. A perda de controle sobre o jogo ficou em segundo lugar, com 24,13%.

Ao solicitar a autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e escolher o período de bloqueio. A restrição pode ser por tempo indeterminado ou temporária, com duração entre um e 12 meses.

Além da plataforma de autoexclusão, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece teleatendimento gratuito para pessoas que enfrentam compulsão por apostas. A iniciativa integra as ações do governo voltadas à prevenção e ao tratamento do transtorno relacionado ao jogo.

*Com informações e iamgem: Agência Brasil

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