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Confrontos registrados no fim de semana envolveram drones, mísseis e instalações militares, além de provocar reações de países do Golfo

Os Estados Unidos e o Irã protagonizaram novos episódios de tensão no fim de semana, mesmo após um acordo de cessar-fogo. As ações militares envolveram ataques a instalações estratégicas, interceptação de drones e mísseis e mobilizaram países vizinhos do Golfo.

Segundo o Exército dos Estados Unidos, forças americanas atacaram na noite de sexta-feira (5) sites de radar de vigilância costeira localizados no Irã. A operação ocorreu após militares americanos terem abatido quatro drones de ataque iranianos que seguiam em direção ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

O Comando Central dos EUA também informou ter interceptado durante a madrugada uma série de ataques iranianos direcionados ao Kuwait e ao Bahrein. De acordo com os militares, nenhum integrante das forças americanas ficou ferido.

Do lado iraniano, a emissora estatal IRIB informou que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica realizou ataques contra uma base aérea dos EUA e outras instalações americanas. A ação foi apresentada como resposta ao que o governo iraniano classificou como “ações hostis” do Exército dos EUA.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os ataques americanos aos radares representaram uma “violação clara” do acordo de cessar-fogo. O governo iraniano acrescentou que respondeu de forma “vigilante, decisiva e proporcional”.

A escalada militar também provocou reações nos países vizinhos. O Ministério da Defesa do Kuwait informou no sábado (6) que “detectou e neutralizou” sete mísseis balísticos que entraram no espaço aéreo do país ao amanhecer.

Já o Bahrein declarou ter interceptado e destruído três mísseis e diversos drones lançados a partir do território iraniano. Nenhum dos dois países registrou vítimas.

Emirados Árabes Unidos, Egito e Arábia Saudita condenaram os ataques iranianos contra países do Golfo e afirmaram que as ações representam uma ameaça à segurança e à estabilidade da região.

Os confrontos aumentaram a preocupação internacional sobre a manutenção do cessar-fogo e sobre os possíveis desdobramentos da crise em uma das regiões mais estratégicas do mundo.

*Informações: Agência Brasil

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