A aviação civil brasileira registrou, em março de 2026, o maior volume de passageiros já observado para o mês, com 10,6 milhões de embarques em voos domésticos e internacionais. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil e indicam crescimento na demanda e na oferta de voos em relação ao mesmo período do ano passado.
Do total, 8 milhões de passageiros viajaram em rotas dentro do país, enquanto 2,6 milhões utilizaram voos internacionais. O resultado representa alta de 3,1% na comparação com março de 2025, puxada principalmente pelo desempenho do mercado externo.
No segmento doméstico, o crescimento foi mais moderado, de 1,3% na movimentação de passageiros. Já o setor internacional apresentou avanço mais expressivo, de 8,9%, consolidando a retomada das viagens ao exterior.
Além do número de passageiros, a agência também apontou aumento nos indicadores de demanda e oferta, que medem, respectivamente, a quantidade de passageiros transportados por quilômetro e o volume de assentos disponíveis por distância voada.
No mercado doméstico, a demanda cresceu 7,8% e a oferta avançou 7,9% em relação a março do ano anterior. No segmento internacional, a demanda subiu 3,3%, enquanto a oferta teve leve alta de 0,4%. Considerando os dois mercados, o crescimento total foi de 5,5% na demanda e de 3,3% na oferta.
Carga aérea tem leve queda
Na contramão do transporte de passageiros, o setor de cargas apresentou estabilidade com leve recuo. Em março, foram movimentadas 117,5 mil toneladas, queda de 0,3% em relação ao mesmo mês de 2025.
O transporte doméstico somou 38,8 mil toneladas, com retração de 0,8%, enquanto o segmento internacional registrou 78,6 mil toneladas, praticamente estável na comparação anual.
Retomada gradual
Os dados reforçam a tendência de recuperação e expansão gradual do setor aéreo brasileiro, com crescimento mais consistente nas rotas internacionais. O aumento da demanda, superior ao da oferta em alguns segmentos, também indica maior taxa de ocupação das aeronaves.
Segundo a ANAC, os números fazem parte da série histórica atualizada até março de 2026 e refletem o comportamento do mercado aéreo em um cenário de retomada econômica e ampliação da conectividade entre destinos nacionais e internacionais.
Com informações e imagem do Governo Federal




















