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Empresa deve apresentar dados sobre a distribuição de publicações políticas e anúncios dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 24 horas para que a Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, apresente informações sobre a distribuição de conteúdos políticos e a veiculação de anúncios das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno da eleição presidencial. A multa diária por descumprimento da determinação foi elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.

A nova decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), após a empresa não cumprir o prazo inicial de 72 horas para fornecer os esclarecimentos solicitados pela Justiça Eleitoral.

Na semana passada, o TSE atendeu a um pedido da campanha de Lula para que a Meta explicasse possíveis diferenças no alcance de publicações políticas e no impulsionamento de anúncios pagos. A coligação Brasil Pronto pra Mais apresentou dados que, segundo a campanha, indicariam favorecimento a conteúdos ligados ao campo político adversário e prejuízo à divulgação de materiais de apoio ao presidente.

A campanha de Flávio Bolsonaro também apresentou reclamação semelhante ao tribunal.

Na sexta-feira (16), o plenário do TSE manteve uma decisão que determinou à Meta garantir tratamento isonômico às candidaturas em suas plataformas. Na ocasião, a multa diária por descumprimento foi fixada em R$ 500 mil.

O que a Meta precisa esclarecer

Na nova decisão, o ministro determinou que a empresa apresente informações sobre quatro pontos:

  • O funcionamento dos sistemas de recomendação de publicações nas plataformas;
  • Os dados de alcance dos anúncios das duas candidaturas que disputam o segundo turno;
  • As investigações sobre possíveis redes de perfis inautênticos;
  • Os conteúdos que deveriam receber identificação por terem sido produzidos ou alterados sinteticamente.

A empresa deverá demonstrar quais medidas adotou para assegurar condições iguais de exposição às campanhas políticas. O objetivo é verificar se as plataformas estão cumprindo as determinações da Justiça Eleitoral durante a disputa presidencial.

O que diz a Meta

Após as reclamações da campanha petista, a Meta afirmou que proibiu a recomendação de candidatos, conforme determinação do TSE, e que adotou medidas adicionais para restringir a geração de imagens relacionadas aos presidenciáveis.

“Em cumprimento às regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, afirmou a empresa.

*Com informações e imagem de Agência Brasil

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