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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição e apreensão de duas chamadas “canetas emagrecedoras” que vinham sendo vendidas irregularmente no país. Os produtos, conhecidos como Gluconex e Tirzedral, não têm registro no Brasil e, segundo o órgão, não oferecem qualquer garantia de qualidade ou segurança ao consumidor.

A medida, publicada nesta quarta-feira (15), também veta a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso dos medicamentos em todo o território nacional.

De acordo com a Anvisa, os produtos eram divulgados principalmente na internet como alternativas injetáveis baseadas em GLP-1 — classe de substâncias utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e que ganhou popularidade recente pelo efeito de redução de peso. Apesar da promessa, a agência alerta que os itens apreendidos não passaram por avaliação sanitária.

“Por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade”, informou a agência em nota. “Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese”.

O uso de medicamentos sem registro pode trazer riscos graves à saúde, incluindo efeitos adversos imprevisíveis, dosagens incorretas e até a presença de substâncias não declaradas. A Anvisa orienta que profissionais de saúde e consumidores denunciem a circulação desses produtos aos canais oficiais ou às vigilâncias sanitárias locais.

A decisão ocorre em meio ao aumento da oferta de medicamentos para emagrecimento vendidos de forma irregular no país, impulsionados pela demanda crescente por tratamentos rápidos para perda de peso.

A preocupação com esse mercado paralelo ganhou força após uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, realizada na última segunda-feira (13). Um ônibus vindo do Paraguai foi interceptado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, transportando grande quantidade de produtos ilegais.

Segundo as autoridades, havia cerca de mil frascos de canetas emagrecedoras contendo a substância tirzepatida, além de anabolizantes. Os itens seriam comercializados clandestinamente no Brasil. Um casal foi preso em flagrante por envolvimento no esquema.

A tirzepatida é um princípio ativo aprovado em alguns países para o tratamento de diabetes e obesidade, mas sua comercialização no Brasil depende de autorização da Anvisa. Fora dos canais oficiais, o produto pode ser falsificado ou armazenado de forma inadequada, o que compromete sua eficácia e segurança.

Especialistas alertam que o uso indiscriminado dessas substâncias, sem acompanhamento médico, pode causar efeitos colaterais como náuseas, alterações gastrointestinais e, em casos mais graves, complicações metabólicas.

A Anvisa reforça que medicamentos só devem ser adquiridos com prescrição médica e por meio de estabelecimentos regularizados. A compra pela internet ou de origem estrangeira, sem controle sanitário, aumenta significativamente os riscos à saúde.

A fiscalização sobre produtos irregulares deve ser intensificada nos próximos meses, especialmente em regiões de fronteira, onde há maior circulação de mercadorias contrabandeadas.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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