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Confusão na identificação dos estados levou à divulgação de dado incorreto; alerta para doenças respiratórias continua relacionado ao rinovírus

Mato Grosso do Sul não apresenta sinal de crescimento dos casos graves de Covid-19, diferentemente do que foi informado inicialmente no boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A instituição corrigiu a informação após identificar uma confusão na identificação dos estados: o aumento apontado no levantamento corresponde a Mato Grosso, e não a Mato Grosso do Sul.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6), após a publicação do boletim referente à Semana Epidemiológica 43, que compreende o período de 25 a 31 de outubro. Conforme a atualização, o crescimento dos casos graves associados ao coronavírus foi identificado em Mato Grosso.

Com isso, Mato Grosso do Sul deixa de integrar a relação de estados com sinal de aumento de casos graves de Covid-19. A incidência da doença permanece baixa em todas as faixas etárias analisadas, segundo o levantamento.

A correção, no entanto, não altera o cenário de atenção para outras doenças respiratórias no estado. Mato Grosso do Sul continua entre as duas unidades da federação que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta ou risco, acompanhada de tendência de crescimento nas últimas seis semanas.

Nesse caso, o avanço está associado principalmente a um leve aumento dos registros de SRAG provocados pelo rinovírus. O vírus também aparece como um dos principais responsáveis pelas infecções respiratórias graves entre crianças pequenas.

Cenário nacional

Em todo o país, o boletim aponta crescimento de casos graves associados ao metapneumovírus, ao rinovírus e ao SARS-CoV-2, causador da Covid-19. Apesar disso, a incidência nacional de SRAG por coronavírus permanece baixa.

O levantamento também mostra que crianças de até dois anos concentram as maiores taxas de incidência de SRAG. Entre pessoas com 65 anos ou mais, o impacto é maior em relação à mortalidade.

A análise considera registros das últimas semanas epidemiológicas e está sujeita a atualizações conforme novos dados são incorporados ao sistema de vigilância.

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