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O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou a implementação de um novo modelo de organização da rede pública de saúde, denominado Nova Arquitetura da Saúde. A proposta, apresentada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), estrutura os serviços em uma rede hierarquizada e regionalizada para que cada município ofereça o nível de atendimento adequado à sua demanda e capacidade instalada.

Pelo modelo, cidades pequenas terão foco na atenção primária, com atendimentos básicos em unidades de saúde, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas e consultas com clínicos gerais. Já os municípios de porte médio deverão fortalecer a atenção secundária, com especialistas, exames de maior complexidade e serviços de urgência e emergência. Nas cidades grandes, ficará concentrada a alta complexidade, como cirurgias especializadas, cuidados intensivos, transplantes e casos graves.

A medida atende à Resolução nº 598/CIB/SES, que define parâmetros de resolutividade e complexidade para cada tipo de hospital, e busca corrigir distorções históricas na rede. Hoje, hospitais de referência acabam ocupados por pacientes que poderiam ser tratados em unidades de menor complexidade, o que provoca sobrecarga, eleva custos e impacta a qualidade do atendimento.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a reorganização permitirá “melhorar os fluxos, reduzir filas e garantir que cada paciente seja atendido no local certo, no tempo certo, pelo nível de assistência adequado”.

Entre as ações em andamento, estão a operação do Hospital Regional de Três Lagoas, o início das atividades do Hospital Regional de Dourados previsto para 2025 e a ampliação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, que passará de 362 para 577 leitos por meio de uma parceria público-privada. Desde 2023, o governo estadual afirma ter destinado mais de R$ 2,2 bilhões a obras, equipamentos, veículos, capacitação e incentivos aos municípios.

O modelo também prevê um novo financiamento para os Hospitais de Pequeno Porte (HPPs), ajustado à realidade de cada região, para ampliar a resolutividade local e evitar deslocamentos desnecessários de pacientes.

“Ao reorganizar a rede, estamos garantindo que cada nível de atenção do SUS cumpra plenamente seu papel: a atenção primária, nas UBS, voltada para prevenção e cuidados básicos; a média complexidade, com especialistas e exames mais complexos; e a alta complexidade, nos hospitais de referência, preparada para procedimentos de alto custo e tecnologia avançada. Essa distribuição correta dos serviços fortalece o atendimento, evita sobrecarga e assegura que cada cidadão receba o cuidado adequado no lugar certo e no momento certo”, afirmou Marielle Alves Corrêa Esgalha, diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de MS.

Foto: Saul Schramm

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