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Estado tem 12.275 casos prováveis da doença, incluindo 122 registros em gestantes; dengue acumula 2.251 confirmações e uma morte

Mato Grosso do Sul registrou 10.676 casos confirmados de chikungunya e 31 mortes pela doença em 2026, segundo boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado nesta terça-feira (13). Ao todo, são 12.275 casos prováveis, além de dois óbitos que permanecem sob investigação.

Os dados correspondem à 39ª semana epidemiológica e foram registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Entre as vítimas fatais, 20 tinham algum tipo de comorbidade, segundo o levantamento.

As mortes foram confirmadas em Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. O boletim também aponta 122 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir dengue. A orientação da Secretaria de Estado de Saúde é que pessoas com sintomas procurem uma unidade de saúde e evitem a automedicação.

Dengue tem 2.251 casos confirmados

Além da chikungunya, Mato Grosso do Sul contabiliza 3.853 casos prováveis de dengue neste ano, dos quais 2.251 foram confirmados. O boletim registra uma morte pela doença, em Bonito, e outro óbito que segue em investigação.

Nos 14 dias anteriores à divulgação do levantamento, oito municípios apresentaram baixa incidência de casos confirmados de dengue: Dois Irmãos do Buriti, Ribas do Rio Pardo, Paranhos, Nioaque, Água Clara, Bonito, Itaporã e Três Lagoas.

A classificação de baixa incidência considera os registros de casos confirmados no período. O boletim não detalha, no texto divulgado, a situação epidemiológica dos demais municípios.

Estado aplicou mais de 223 mil doses contra a dengue

A vacinação contra a dengue também aparece entre as medidas de prevenção acompanhadas pela SES. Até a divulgação do boletim, Mato Grosso do Sul havia aplicado 223.322 doses do imunizante na população-alvo.

O estado recebeu 241.030 doses do Ministério da Saúde. A vacina é indicada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas.

Sintomas exigem atendimento médico

A SES orienta que pessoas com sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procurem uma unidade de saúde do município. A recomendação é evitar a automedicação, já que o uso inadequado de medicamentos pode trazer riscos.

As duas doenças podem provocar febre e dores no corpo. A chikungunya costuma causar dores intensas nas articulações, que podem persistir por semanas ou meses. A dengue também pode evoluir para quadros graves, o que reforça a importância da avaliação médica.

A prevenção inclui eliminar recipientes que acumulem água parada, manter caixas-d’água fechadas e limpar regularmente quintais e outros locais que possam servir de criadouro para o mosquito transmissor.

Com informações e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul

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